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A reviravolta que pode acontecer com Borré no Inter

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  • A ausência de Borré e Carbonero na lista final da Colômbia para a Copa do Mundo acaba sendo um balde de água fria para o Inter por vários motivos. E não é só pela questão esportiva ou pelo peso que uma convocação teria para os jogadores. Existe também uma perda financeira importante no meio dessa história.
  • A FIFA vai pagar valores por atletas convocados para a Copa e, no cenário que vinha sendo projetado, o Inter poderia arrecadar algo próximo de R$ 5 milhões com os dois nomes. Claro, ainda existe aquela possibilidade remota de alguma lesão gerar uma convocação de última hora, mas hoje o cenário é de frustração no Beira-Rio.
  • Só que o caso do Borré vai além disso. Porque junto dessa notícia reapareceu um movimento do futebol mexicano tentando tirar o atacante do Inter. O Monterrey enviou representantes para Porto Alegre, conversou diretamente com pessoas do clube e também com o staff do jogador para entender a possibilidade de negócio.
  • E a resposta inicial do Inter foi negativa.
  • O clube não quer liberar o Borré neste momento. A avaliação interna é de que, mesmo sem grande desempenho técnico até aqui, ele segue sendo um jogador extremamente útil para o elenco. O entendimento de pessoas importantes do futebol colorado é de que ele entrega características difíceis de encontrar no mercado: intensidade, versatilidade, dedicação tática e perfil de liderança.
  • Isso ajuda a explicar porque tanto Abel Braga quanto Pezzolano seguem defendendo muito o atacante internamente. O Inter entende que uma eventual venda agora criaria um problema esportivo difícil de resolver, especialmente porque o clube acredita que não conseguiria contratar um substituto do mesmo nível dentro da realidade financeira atual.
  • Mas ao mesmo tempo existe outro lado dessa discussão.
  • Porque financeiramente uma venda começaria a fazer bastante sentido. O valor especulado gira na casa dos 6 milhões de dólares, algo perto dos R$ 30 milhões na cotação atual. Além disso, existe um salário extremamente alto envolvido no contrato do colombiano até 2028. Então, na prática, o Inter poderia aliviar muito sua folha salarial e ainda recuperar boa parte do investimento feito na contratação.
  • E é justamente aí que aparece a divisão natural de pensamentos dentro do clube.
  • Hoje a direção segura o discurso de permanência. Só que ao mesmo tempo já existe gente no próprio Inter admitindo que, se os valores aumentarem um pouco, a situação pode mudar rapidamente. Afinal, Borré está perto dos 31 anos e o clube sabe que talvez não apareçam muitas oportunidades futuras de recuperar um investimento tão pesado.
  • A não convocação para a Copa também muda um detalhe importante na cabeça do jogador.
  • No começo do ano, quando o Cruz Azul tentou contratá-lo, Borré não quis sequer aprofundar conversas porque estava totalmente focado na possibilidade de disputar o Mundial. A lógica dele era simples: permanecer no Inter significava manter estabilidade esportiva, adaptação já feita e maiores chances de ir para a Copa.
  • Agora esse cenário mudou completamente.
  • Sem Copa do Mundo no horizonte imediato, o contexto fica diferente. O Inter pode voltar a conversar sobre uma saída e o próprio jogador talvez passe a enxergar uma transferência de outra maneira. Principalmente porque o futebol mexicano consegue oferecer salários muito competitivos e um ambiente de menor pressão esportiva.
  • Por enquanto, o Inter mantém a porta fechada. Mas parece bastante claro que essa história ainda não terminou. Porque o clube gosta do Borré, o treinador gosta do Borré, Abel Braga gosta do Borré, mas ao mesmo tempo a situação financeira segue pressionando o Beira-Rio o tempo inteiro.
  • E no futebol brasileiro atual, quase sempre chega um momento em que a necessidade financeira fala mais alto do que a convicção esportiva.
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