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A chance de reviravolta que pode colocar Alex Arce no Inter

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  • A contratação de Alex Arce pelo Internacional ainda não morreu. O negócio continua difícil, não está perto de ser fechado e neste momento depende muito menos da direção colorada do que do próprio jogador e de seu empresário. O Inter entende que já chegou ao limite do que consegue fazer financeiramente e agora espera que os dois consigam convencer o Independiente Rivadavia a flexibilizar as condições para uma venda.
  • O principal problema continua sendo dinheiro. O clube argentino quer aproximadamente US$ 3,5 milhões por Arce e, principalmente, exige uma parte muito grande desse valor à vista. É aí que o Inter trava. Não existem cerca de R$ 18 milhões disponíveis no caixa do Beira-Rio para simplesmente fazer uma transferência e encerrar o negócio. A direção até poderia trabalhar com uma composição diferente, colocando uma parte relevante de entrada e parcelando o restante, mas pagar praticamente tudo imediatamente está fora da realidade colorada.
  • Por isso, internamente, existe o entendimento de que não adiantaria Fabinho Soldado pegar um avião, ir até a Argentina e sentar pessoalmente com Daniel Vila para repetir uma proposta que o Rivadavia já conhece. A avaliação é de que quem pode realmente destravar a negociação agora é Alex Arce. O atacante recebe atualmente um salário muito inferior ao que poderia ganhar no Brasil e teria uma valorização enorme caso fechasse com Inter ou Vasco, outro clube que também aparece interessado. A diferença seria de algo próximo de R$ 100 mil mensais para uma possibilidade na casa dos R$ 500 mil. Então é bastante compreensível que o jogador queira aproveitar esse momento da carreira para conseguir um contrato mais forte financeiramente.
  • E existe um detalhe curioso nesse bastidor. O empresário de Alex Arce é gaúcho, de Porto Alegre, já integrou a Camisa 12 e tem identificação com o Internacional. Isso não fecha negócio nenhum, evidentemente, mas ajuda a entender por que existe um esforço grande do lado do estafe para tentar construir uma ida ao Beira-Rio. O agente já demonstrou interesse para que a operação aconteça e agora terá justamente a missão de sentar com o jogador e com o comando do Rivadavia para tentar encontrar uma saída.
  • O Inter, por outro lado, tirou de si a obrigação de resolver o centroavante com urgência porque contratou Tonny Sanabria. Isso mudou bastante a negociação. Antes, o clube precisava encontrar alguém rapidamente para não ficar praticamente apenas com Alerrandro como alternativa para a posição e ainda convivia com a ameaça de um transfer ban pelas pendências com o Racing envolvendo Carbonero. Foi nesse cenário que Sanabria apareceu como uma espécie de segurança. Agora ele já está contratado e o Colorado pode esperar por Arce sem entrar em desespero.
  • A própria direção usa Sanabria como argumento para mostrar que o Inter não está mais encurralado. O paraguaio disputou mais minutos pela seleção do seu país em uma Copa do Mundo, inclusive ficando à frente de Alex Arce em determinados momentos, embora sejam atacantes de características bem diferentes. Sanabria é um jogador de maior movimentação, enquanto Arce é muito mais um centroavante de definição e presença de área. Portanto, a chegada de um não significa necessariamente que o outro seria desnecessário. Se existir uma condição financeira possível, o Inter ainda gostaria de ter Alex Arce.
  • Só que agora o jogo virou. O Inter basicamente diz: quem precisa encontrar uma solução é o jogador. Se Arce realmente quer sair, melhorar de salário e disputar o futebol brasileiro, terá de convencer o Rivadavia a aceitar uma proposta diferente daquela exigência inicial de US$ 3,5 milhões praticamente à vista. O empresário também trabalha nessa direção. Se conseguirem uma liberação em condições mais flexíveis, o Colorado volta para a mesa e tenta fechar. Se o Rivadavia continuar inflexível, dificilmente haverá negócio.
  • Existe inclusive uma espécie de prazo importante para essa definição. A expectativa é de que até terça-feira aconteça uma conversa envolvendo Alex Arce, seu empresário e Daniel Vila para saber se existe alguma possibilidade real de flexibilização. Esse encontro pode ser decisivo para estabelecer se o atacante ficará na Argentina ou terá autorização para negociar sua saída.
  • E, caso consiga essa liberação, Inter e Vasco aparecem como possibilidades concretas. O Colorado tem a proximidade construída anteriormente, uma proposta salarial muito superior ao que Arce recebe atualmente e um empresário que claramente gostaria de ver o jogador em Porto Alegre. Mas isso não elimina a concorrência nem transforma o negócio em algo simples.
  • Portanto, Alex Arce ainda pode jogar no Internacional, mas hoje a bola está muito mais no campo dele do que no do clube. A direção colorada já mostrou até onde consegue chegar. Contratou Sanabria para não ficar refém dessa negociação e agora observa de fora. Se jogador e empresário conseguirem fazer o Rivadavia baixar a exigência e aceitar um pagamento compatível com a realidade do Inter, o negócio pode voltar a esquentar rapidamente. Caso contrário, o Colorado seguirá com Sanabria e Arce continuará sendo apenas uma contratação que esteve perto de ser tentada, mas que esbarrou justamente no maior problema do Inter nos últimos anos: dinheiro.
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