Grêmio
O alerta que acendeu sobre Luís Castro, a ligação do presidente pra um jornalista e o pagamento feito pro Carlos Vinícius
- O Grêmio segue apostando completamente no trabalho de Luís Castro, mesmo depois das oscilações e dos resultados ruins apresentados pelo time. Todas as decisões recentes do clube apontam nessa direção. Os reforços foram escolhidos pensando no modelo do treinador, Krovinović chegou por conhecer o técnico e Danilo Barbosa, apresentado com a camisa 15, foi uma indicação direta de Castro após trabalharem juntos no Botafogo. Mais do que isso: a própria estrutura do departamento de futebol foi modificada. Hoje o Grêmio não tem um auxiliar técnico permanente fora da comissão de Luís Castro, não mantém um preparador físico do clube junto ao profissional e praticamente toda a rotina está concentrada na equipe trazida pelo português. Por isso, embora exista irritação da torcida, não há qualquer indicação de demissão. O Grêmio apostou tanto nesse treinador que, neste momento, ficou até um pouco refém dele. Se Luís Castro saísse de uma hora para outra, seria necessário reconstruir boa parte da comissão técnica do profissional.
- Essa confiança também aparece em decisões sobre o elenco, e Monsalve talvez seja o principal exemplo. O colombiano está fora dos planos, treina separado do grupo principal e passou a trabalhar com o Sub-20 no CT de Eldorado. O pai do jogador criticou publicamente a decisão, lembrando que Monsalve custou cerca de US$ 2,5 milhões, possui salário considerado baixo para os padrões do elenco e mantém uma rotina particular de preparação física e nutrição. A defesa da família é compreensível, mas o cenário esportivo está definido: Luís Castro não vê o jogador como uma alternativa importante e a direção também decidiu procurar uma saída. Monsalve recebeu possibilidades para deixar o clube, recusou porque queria permanecer e tentar conquistar espaço, mas agora recebeu um recado bastante claro. Ou aceita alguma proposta ou continuará escanteado. Pode-se discutir se isso é a melhor maneira de administrar um patrimônio do clube, principalmente porque ele nunca teve uma grande sequência de dez ou 15 partidas, mas o fato é que o Grêmio praticamente desistiu dele.
- Outra situação que voltou a causar muita repercussão envolve William. Alex Bagé revelou que o contrato do meia previa uma decisão importante em dezembro de 2025. Caso o Grêmio optasse por interromper o vínculo naquela ocasião, ainda precisaria negociar valores salariais previstos até 2026, mas deixaria de acionar duas parcelas de luvas que, juntas, somavam aproximadamente R$ 15 milhões e davam ao clube 40% dos direitos do jogador. A decisão já aconteceu na gestão de Odorico Roman, e a direção resolveu apostar na permanência. O próprio presidente explicou posteriormente que todos dentro do clube conheciam o contrato e que houve uma reunião de avaliação. O entendimento naquele momento era de que William ainda poderia render esportivamente em 2026 e que valeria a pena assumir o salário e as luvas previstas.
- Só que a aposta deu errado. Se o Grêmio tivesse encerrado a relação em dezembro, ainda existiria uma conta importante para pagar, mas os R$ 15 milhões dessas luvas seriam economizados. Como resolveu manter o jogador, pagou salários durante mais alguns meses, acionou os gatilhos e agora também precisa honrar todo o restante da rescisão. O custo total de William girava perto de R$ 1,8 milhão mensais quando se somavam salário, imagem, luvas e demais componentes. A direção conseguiu parcelar os valores da saída, mas a dívida continua existindo. E isso é importante porque não dá para atribuir todos os problemas financeiros atuais exclusivamente à gestão anterior. O contrato nasceu na administração de Alberto Guerra, claro, mas Odorico Roman teve uma decisão para tomar em dezembro e escolheu continuar. Foi uma aposta da atual direção e não funcionou.
- O mesmo vale para algumas outras decisões recentes. Léo Pérez e Nardoni foram contratações da gestão atual e já provocaram uma confusão financeira envolvendo Racing e Huracán. João Pedro também está entre os jogadores que podem sair, enquanto a direção gostaria de encontrar uma solução para Braithwaite, apesar de oficialmente clube e estafe negarem qualquer conversa sobre rescisão. O contrato do dinamarquês é mais complexo porque parte dos valores foi empurrada para frente desde os primeiros meses da passagem pelo clube. Ele chegou recebendo um valor muito baixo inicialmente por uma estrutura fiscal específica, enquanto luvas e outros compromissos ficaram acumulados. É por isso que hoje aparecem custos mensais extremamente elevados: não significa necessariamente que Braithwaite tenha recebido essa média durante toda a passagem, mas que agora o Grêmio está pagando parte daquilo que não desembolsou anteriormente.
- E toda essa discussão financeira também chegou às promessas feitas durante a campanha eleitoral. Odorico Roman demonstrou incômodo com a expressão “estelionato eleitoral” utilizada por Alex Bagé ao cobrar aquilo que havia sido apresentado antes da eleição, principalmente em relação à participação de investidores como Celso Rigo e Marcelo Marques. O termo pode realmente carregar uma conotação muito mais pesada e até jurídica, então eu prefiro tratar como promessas de campanha que, até agora, não se concretizaram da maneira imaginada. Marcelo Marques ajudou diretamente na questão da Arena e em outras melhorias, Celso Rigo também realizou aportes, mas não existe atualmente aquele fluxo de investidores que poderia fazer o torcedor imaginar um Grêmio com capacidade financeira completamente diferente. Tanto que os próprios dirigentes admitem dificuldades importantes de caixa.
- Em meio a tudo isso, existe uma notícia positiva na renovação de Carlos Vinícius. O Grêmio pagou aproximadamente R$ 8 milhões em valores que estavam pendentes com o centroavante e seu empresário, incluindo luvas, comissões e outras parcelas contratuais. A estratégia foi bastante simples e, na minha visão, correta: quitar tudo antes de iniciar a negociação definitiva pela renovação. Em vez de sentar com o jogador devendo dinheiro e misturar dívida antiga com contrato novo, o clube coloca todo mundo na mesma condição para discutir apenas aquilo que Carlos Vinícius vai receber daqui para frente.
- E ele vai receber um aumento importante. A direção e o estafe negam qualquer pedida absurda na casa dos R$ 2,5 milhões mensais. Carlos Vinícius recebe hoje algo próximo de R$ 1 milhão e já recusou uma proposta muito superior do América do México para permanecer no futebol brasileiro. Por isso, é natural que exista uma valorização. Minha impressão é que uma renovação pode levar o custo para uma faixa entre R$ 1,6 milhão e R$ 1,8 milhão mensais, dependendo de luvas, imagem e demais componentes do contrato. É dinheiro, obviamente, mas existe uma diferença fundamental em relação a outras apostas que deram errado: Carlos Vinícius está entregando dentro de campo e demonstrou que quer permanecer.
-
destaque1 semana atrásOs muitos milhões em disputa e as mudanças que já estão acontecendo antes do Gre-Nal da Copa do Brasil
-
Grêmio1 semana atrásComeçam a surgir notícias sobre Pavón e a explicação oficial pro Gabriel Mec não jogar
-
Inter1 semana atrásAs últimas novidades sobre os três reforços que o Inter quer contratar antes do Gre-Nal
-
Inter1 semana atrásMudou tudo! Inter sai de negócio encaminhado, Abelão confirma reforço e dificuldade com goleador!
-
Grêmio1 semana atrásA função do Gaciba, o meia entrosado, detalhes da rescisão do Willian e três reforços para a base
-
Grêmio1 semana atrásGrêmio volta ao mercado e negocia com volante no exterior
-
Grêmio6 dias atrásGrêmio tá todo enrolado com clubes argentinos, notícia bombástica do Carlos Vinícius e a nova procura por Mec
-
Inter6 dias atrásA reviravolta que poderá acontecer, o presidente despistando e a estratégia para salvar negócio com o Vasco