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A notícia bombástica descobera sobre um contrato no Grêimo e as próximas saídas perto de acontecer

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  • Uma informação revelada por Alex Bagé traz um componente bastante pesado para a discussão sobre as finanças do Grêmio e, principalmente, mostra que nem todos os problemas atuais podem ser colocados na conta da gestão anterior. Segundo a informação, o contrato de Willian tinha uma cláusula que permitia ao clube encerrar o vínculo em dezembro de 2025 caso não houvesse interesse das duas partes na continuidade. A decisão já precisava ser tomada durante a gestão de Odorico Roman, e o Grêmio optou pela permanência. O problema é que essa escolha não representava simplesmente manter o salário do jogador: ela também acionava duas novas parcelas de luvas que, somadas, chegariam a aproximadamente R$ 15 milhões.
  • O contrato original foi feito na administração de Alberto Guerra, mas a oportunidade de interromper a operação sem assumir esses novos compromissos aconteceu já com Odorico Roman na presidência. E isso muda bastante a análise. Willian já havia deixado uma amostragem longe de ser espetacular em 2025, mesmo que ainda tivesse produzido mais do que vinha apresentando recentemente. Ainda assim, a nova direção decidiu continuar com o jogador, mantendo um dos maiores salários do elenco e acionando esses gatilhos contratuais. Somando salário, direitos de imagem e luvas, o custo mensal estimado ficava próximo de R$ 1,8 milhão.
  • Agora Willian saiu, mas a conta ficou. O jogador receberá tudo aquilo que tinha direito até o encerramento do vínculo, incluindo valores atrasados e compromissos previstos em contrato. A diferença é que o Grêmio conseguiu parcelar a rescisão em 20 vezes, suavizando o impacto imediato no caixa. Financeiramente, isso ajuda o clube a reduzir a folha mensal, mas não apaga a dívida. E é justamente por isso que fica complicado ouvir a direção dizer simplesmente que encontrou o Grêmio quebrado. Evidentemente existem problemas herdados, mas também houve decisões caras tomadas pela administração atual que não funcionaram.
  • O caso de Willian não é o único. Léo Pérez e Nardoni foram contratados pela atual gestão, e hoje o Grêmio também enfrenta dificuldades financeiras relacionadas aos dois negócios. O Racing vinha cobrando valores referentes a Nardoni e ameaçava levar o caso adiante. Como não havia dinheiro disponível para quitar a dívida imediatamente, o Grêmio utilizou Léo Pérez em uma operação com o clube argentino, tentando abater parte do compromisso. Só que o Huracán, que ainda possui participação nos direitos do defensor, passou a cobrar valores que entende ter direito e também parcelas atrasadas da venda do próprio jogador. Virou um quebra-cabeça financeiro que não pode ser atribuído ao passado porque são negociações realizadas já pela atual direção.
  • Ao mesmo tempo, o Grêmio continua tentando desmontar parte do elenco. Oficialmente, clube e estafe de Braithwaite negam qualquer negociação para rescisão neste momento. Isso não significa que a direção não queira sua saída. Internamente, existe o desejo de aliviar um contrato extremamente pesado, embora a situação do dinamarquês seja muito mais complicada do que simplesmente olhar para um salário mensal. Braithwaite passou os primeiros meses recebendo um valor muito baixo por questões fiscais e contratuais, enquanto outras parcelas e luvas ficaram acumuladas para períodos posteriores. Por isso aparecem números próximos ou até superiores a R$ 2 milhões mensais quando se olha apenas para o momento atual. Na média de toda a passagem, o valor seria menor, mas o Grêmio precisa pagar agora parte importante do que foi postergado anteriormente.
  • Outros dois nomes estão claramente fora dos planos. João Pedro negocia uma saída, enquanto Monsalve já treina separado do elenco principal e trabalha com o Sub-20 no CT de Eldorado. O colombiano recusou possibilidades de transferência porque queria permanecer e tentar conquistar espaço, mas Luís Castro não pretende utilizá-lo. Quando um jogador é retirado da rotina do profissional dessa maneira, a mensagem fica bastante evidente: o clube quer encontrar uma solução para sua saída.
  • Nesse processo de reorganização financeira, surgiu ainda outra operação envolvendo o Botafogo. O Grêmio trouxe Matheus Nascimento e utilizou aproximadamente R$ 5 milhões de uma dívida que tinha com o clube carioca para viabilizar o negócio. A dívida total, envolvendo negociações anteriores como Cuiabano e Nathan Fernandes, estava próxima dos R$ 21 milhões. Com o abatimento, permaneceria algo na faixa de R$ 16 milhões, além das correções previstas. É mais um exemplo de como a direção tenta utilizar jogadores e negociações para administrar compromissos que o caixa não consegue simplesmente quitar de uma vez.
  • Em meio a tantas possíveis saídas, Carlos Vinícius é justamente o jogador que o Grêmio quer manter. A informação de que o atacante estaria negociando com o Cruz Azul não procede. Houve, sim, uma investida do América do México, com uma proposta financeira muito superior ao que ele recebe atualmente em Porto Alegre. O salário mexicano poderia passar dos R$ 2 milhões mensais e chegar próximo dos R$ 2,5 milhões dependendo da conversão e das condições do contrato. Mesmo assim, Carlos Vinícius recusou a possibilidade porque pretende permanecer no futebol brasileiro e dá prioridade à renovação com o Grêmio.
  • A renovação, porém, certamente vai custar caro. O atacante recebe hoje algo próximo de R$ 1 milhão mensais e já despertou interesse de clubes capazes de oferecer muito mais. O Grêmio entende que não faria sentido simplesmente exercer um reajuste pequeno previsto no contrato e esperar que o jogador aceitasse vendo propostas muito superiores no mercado. Por isso, a tendência é de uma negociação para uma valorização significativa. Não seria surpresa ver Carlos Vinícius chegando a uma faixa próxima de R$ 1,6 milhão, R$ 1,7 milhão ou até R$ 1,8 milhão mensais em um novo vínculo.
  • E, neste caso, existe pelo menos uma justificativa esportiva bastante clara: Carlos Vinícius está entregando. O Grêmio precisa reduzir custos, mas não pode simplesmente desmontar o elenco inteiro e abrir mão dos jogadores que funcionam. O problema é justamente encontrar esse equilíbrio depois de contratos pesados, rescisões parceladas e decisões que continuam consumindo dinheiro mesmo depois que os atletas deixam Porto Alegre.
  • A situação de Willian talvez seja o melhor exemplo disso. A gestão atual teve a possibilidade de encerrar o vínculo em dezembro de 2025, decidiu continuar e, ao fazer isso, assumiu aproximadamente R$ 15 milhões adicionais em luvas. Meses depois, concluiu que o jogador não servia mais e precisou negociar uma rescisão que será paga até 2028. É esse tipo de decisão que precisa ser levado em consideração quando se fala sobre a crise financeira do Grêmio. Nem tudo começou agora, evidentemente. Mas nem tudo pode continuar sendo colocado na conta de quem estava lá antes.
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