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Grêmio

Campaz nem entra, Rodrigues colabora, Rafinha no time errado e outra derrota pro Flamengo

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Lucas Uebel/Grêmio

  • Confesso que fiquei decepcionado com a postura do Grêmio. Todo mundo sabe que beirava o impossível, mas dava pra pelo menos ir pra cima, né? Sei lá, era o time reserva dos caras também. Pelo menos tenta. Ficou nítido que o Grêmio entrou pra não perder, sonhou com um 0 x 0. Esse tipo de pensamento me incomoda bastante. Não só por esse jogo, mas pelo pensamento do clube recentemente.
  • Felipão colocou todo mundo, mas não colocou o Campaz em campo. A principal contratação da temporada sequer foi opção nos últimos dois jogos. O Alisson jogou improvisado em um, o Everton Cardoso ressurgiu nos dois, mas ele nada. Se falou tanto em ter um meia e agora que ele tá aqui, nem em campo o Campaz entra. Que coisa estranha isso ai.
  • No campo, Rodrigues colaborou pro Flamengo abrir o placar. Colocou a mão em uma bola que iria pra fora. Na minha visão, um castigo justo pra mais um erro da direção. O clube da Dinamarca ofereceu mais de 1 milhão de euros por ele e recusaram. Poxa, o próprio Rodrigues queria ir, sabe que era o seu nível. Só que, mesmo assim, a direção conseguiu recusar.
  • Leo Pereira e Jonata Robert destoaram muito do meio pra frente. Jonata teve uma bola incrível que era só dominar e ir pra rede. Conseguiu deixar escapar. O Leo Pereira também apanhou da bola. A gente pode até debater que ambos são reservas atualmente, mas a julgar pelo jogo no Maracanã, não demonstraram nível sequer de um reserva.

Everton Cardoso voltou a ganhar chance do Felipão – Lucas Uebel/Grêmio

  • Em 99% das vezes, o goleiro não tem nada a ver com o gol de pênalti. Dito isso, penso que o gol de pênalti poderia ter sido defendido. Penso que dava pra colocar o gol neste 1% onde o goleiro poderia ter ido melhor. O Brenno, inteligentemente, ficou no meio do gol na batida do Pedro, mas não conseguiu chegar nela. Não vou achar que ele é o culpado. Apenas registro que dava pra ter pegado, né?
  • Alguns comportamentos são muito estranhos. O Grêmio é um time que bate porque chega atrasado, porque perde tecnicamente no lance, que reclama sabendo que o juiz não vai voltar atrás. Mas também é o time que vê o Gabigol xingando o Felipão e ninguém faz nada. Tem pequenos detalhes que fazem toda a diferença. E, tem vezes, que parece que é cada um por si no vestiário.
  • Rafinha estava, visivelmente, deslocado. Ele queria estar no Flamengo, os jogadores do Fla queriam ele em campo por eles e até a torcida queria ver ele e não o Isla ou o menino que jogou desta vez. Pedro, Gabigol e todos os funcionários gostam muito da pessoa dele, ficou na cara isso. E nem é culpa do Rafinha, ficou nítido o desconforto. Agora, tá óbvio que não é aqui o seu lugar. Tenho um palpite que vai voltar pra lá em 2022.
  • Por fim, o gol do 2 x 0 saiu de um erro do Fernando Henrique. E um erro bobo, de um passe sem noção no meio do campo. Gosto demais do futebol dele, mas vai ter que amadurecer mais rápido se quiser ter seu lugar. Futebol não perdoa quem tem erro fatal.
  • Agora, a única coisa que resta é tentar fazer algo diferente e bater eles domingo, no Brasileirão. Se é que o Grêmio tem capacidade pra isso.
  • Ah, uma última: O Flamengo fez tudo que fez pra colocar 6 mil pessoas no Maracanã!
Imagem

Marcelo Cortes/Flamengo

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