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Os detalhes sobre os dois novos reforços e o motivo por trás da pressa da direção

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  • O Internacional encontrou uma solução mais rápida para o problema do centroavante e encaminhou a contratação de Tonny Sanabria, paraguaio de 30 anos que estava na Cremonese, da Itália. Não é o nome que aparecia como prioridade da direção nas últimas semanas e tampouco chega com números recentes de grande goleador, mas é o jogador que o clube conseguiu viabilizar neste momento. E isso, diante de toda a dificuldade financeira e da pressa colorada no mercado, ajuda bastante a explicar o negócio.
  • Sanabria tem uma carreira importante no futebol europeu. Saiu muito cedo do Paraguai, passou pelas categorias de base do Barcelona e apareceu profissionalmente no Barcelona B antes de rodar por clubes como Sassuolo, Roma, Sporting Gijón, Betis, Genoa e Torino. Agora estava na Cremonese, onde tinha contrato até 2028 e um dos salários mais altos do elenco. Com a queda do clube italiano, surgiu a necessidade de aliviar a folha e o Inter conseguiu uma liberação sem precisar pagar transferência. O Colorado ficará com parte dos direitos do atacante e assumirá seus vencimentos.
  • Só que é importante colocar as expectativas no lugar certo. Sanabria não chega respaldado por uma temporada de muitos gols. Foram apenas um gol e uma assistência em 25 partidas pelo clube italiano. Portanto, não é uma contratação que permite olhar os números recentes e dizer que o Inter encontrou seu grande goleador. É muito mais uma oportunidade de mercado, de um jogador experiente, com histórico em ligas importantes e que estava disponível dentro das condições que o clube consegue praticar.
  • Por isso eu colocaria Sanabria como um plano B, talvez até C, do Internacional. Alex Arce continua sendo o centroavante que mais encanta a direção. O paraguaio do Independiente Rivadavia tem características mais claras de camisa 9 de área e vive um momento completamente diferente, como artilheiro da Libertadores. O problema é que o Inter não pode ficar esperando eternamente. O Rivadavia ainda está disputando a competição continental, qualquer negociação depende do futuro dos argentinos e ainda existe uma operação financeira complicada para ser resolvida.
  • Bakambu também saiu do caminho depois de a negociação travar por mudanças nas condições discutidas com o jogador e seu estafe. Então o Inter fez o que precisava fazer: garantiu alguém. Sanabria está desembarcando em Porto Alegre e passa a ser uma alternativa concreta para o ataque, enquanto a direção continua tentando entender se ainda existe alguma possibilidade de buscar Alex Arce.
  • Existe ainda outro ingrediente que torna essa pressa bastante compreensível. O Inter trabalha com o receio de sofrer um transferban por dívidas relacionadas a Carbonero. Segundo as informações de bastidor, o Racing busca a FIFA para cobrar valores que ainda não foram pagos pelo Colorado. Se uma punição desse tipo for aplicada, o clube teria de resolver a pendência antes de registrar novos jogadores. É por isso que Eliasson já teve sua documentação encaminhada e Sanabria também será colocado rapidamente no sistema. O Inter está tentando garantir os reforços antes de qualquer eventual bloqueio.
  • E isso muda bastante a situação. Com Sanabria contratado, o clube não precisa mais ir desesperadamente até a Argentina e aceitar qualquer condição por Alex Arce. Continua tentando, porque obviamente o artilheiro da Libertadores seria uma contratação mais impactante, mas agora existe pelo menos um centroavante no elenco. É a velha diferença entre negociar precisando desesperadamente de alguém e negociar já tendo uma alternativa.
  • Niclass Eliasson, por sua vez, é uma contratação que parece encaixar muito mais diretamente no modelo atual de Paulo Pezzolano. O atacante tem velocidade, joga aberto, consegue carregar a bola por uma faixa grande do campo e é justamente esse tipo de jogador que um time mais reativo precisa. Se o Inter vai continuar jogando com bloco baixo e tentando machucar os adversários nas transições, precisa de alguém que consiga pegar a bola ainda no campo defensivo e levar a jogada até o ataque.
  • E existe uma história curiosa na formação do sueco-brasileiro. Quando Eliasson ainda estava no Bristol City, na Inglaterra, o treinador identificou que ele tinha qualidade técnica, mas sofria fisicamente nos contatos. A solução encontrada pelo clube foi colocá-lo para praticar judô semanalmente durante aproximadamente um ano. A ideia era justamente melhorar equilíbrio, centro de gravidade, capacidade de usar o corpo e reação aos contatos físicos.
  • É uma história interessante porque ajuda a explicar algumas características do jogador atual. Eliasson não é apenas um ponta de velocidade e drible. Foi trabalhado para suportar contato, proteger a bola e competir fisicamente, algo que pode ser importante no futebol brasileiro e, principalmente, neste Inter que precisa que todo mundo participe também sem a bola.
  • No fim, são duas contratações com lógicas bastante diferentes. Eliasson parece ser uma peça pensada diretamente para o estilo que Pezzolano encontrou nas últimas partidas. Sanabria é muito mais uma solução possível diante de um mercado complicado, da indefinição por Alex Arce e da necessidade de garantir um camisa 9 antes que apareça algum novo problema jurídico ou financeiro.
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