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Não tem mais como achar bom o trabalho do Coudet no Inter

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Ricardo Duarte/Inter
  • Não tem mais como defender o trabalho do Coudet. Nem a torcida do Inter consegue fazer isso. Partiu do setor da Popular os gritos contra o treinador. Não há nada que alguém consiga falar que tire do Coudet a responsabilidade do time não estar jogando nem perto de um bom futebol.
  • A realidade é que o resultado foi muito injusto. Muito. Para o Juventude. Era para ter sido bem mais pra eles. O Ju perdeu pênalti e o Anthoni ainda fez grandes defesas. Se tivesse sido um 3 ou 4 x 0, não seria nada injusto.
  • O gol do Inter só saiu porque o Alan Patrick teve um momento de luz, descobriu o Valencia e o talento individual resultou em gol. Só que foi algo bem, bem pontual. Nada de mais. Só teve gol porque ali são dois jogadores que, somados, dá quase a folha do Juventude inteira.
  • Se tem 11 jogadores e mais os reservas que não conseguem jogar bem, tem que olhar para o treinador.
  • Não tem mais como colocar a desculpa na enchente, na falta de jogadores ou qualquer outra desculpa que já ouvimos nos últimos tempos. O Juventude também sofreu problemas parecidos com os nossos. E não existe menor comparação entre os elencos. A diferença sensível que existe é na qualidade do trabalho desempenhado pelos profissionais da Serra e os daqui.
  • Registre-se, a zaga deles era reserva hoje. Tiveram que colocar o quinto zagueiro do elenco para atuar por conta dos desfalques. Sim, não somos nós aqui em Porto Alegre que temos problemas. A diferença é quem acha soluções ou quem se esconde atrás deles.
  • Coudet não consegue achar soluções e parece até desanimado na beira do gramado. Ele, no mínimo, está perdido. Não consigo achar que um profissional como ele perderia o interesse e deixaria tudo sem ligar. Então, o que acredito é que ele não consegue mais e não sabe o que fazer.
  • Foram só três substituições na partida. Em um jogo que reconhecidamente quase todo o time foi mal. Ou o treinador cometeu um erro grotesco, ou o elenco não é nem perto daquele bom elenco que todos elogiam no começo da temporada. Se tu tá levando sufoco e deixa duas substituições por fazer, uma destas opções aconteceu.
  • Detalhe que uma das trocas do Inter foi sacar o Wanderson e colocar o Alario. Pra quê? Para tentar jogar uma bola para área e fazer um gol. Isso tudo após ouvirmos que o Inter seria protagonista e mudaria sua forma de jogar. O que há de protagonismo e/ou diferente nisso? E isso aos 25 minutos do segundo tempo. Não era nos acréscimos e nem nada.
  • Diferente do que pensavam no clube, apenas voltar para o Beira-Rio não fez o time jogar como em um passe de mágica. Pelo contrário, faz quanto tempo que o Beira-Rio deixou de ser uma força? As principais derrotas estão acontecendo em casa. E isso é com requintes de crueldade.
  • Inacreditavelmente, o torcedor colorado tem que comemorar que o Inter vai chegar vivo para o jogo de volta, no Jaconi. E o responsável é o goleiro Anthoni, que todo mundo temia não ter ritmo. Ele deu a mínima esperança de um milagre acontecer. E alguém lembra de grandes defesas do Gabriel, goleiro do Juventude? Não, né? Não precisou.
  • E, sejam, os honestos, mesmo se classificar, não dá pra se enganar. Não tem como achar que as coisas vão se resolver em uma partida, não é uma chave que vira e passa a jogar bem. Tem muita coisa errada no Beira-Rio. E isso vem de antes da parada. É só lembrar como foram os jogos na queda do Gauchão, que foi em março. Desde lá tá complicado. O tempo sem bola só deu uma desculpa para se esconderem, mas o campo está mostrando tudo novamente.
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Setorista da dupla Gre-Nal. Torcedor do Tottenham e do Real Madrid. Fã de futebol inglês.

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