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Inter embala de novo e Abel é o protagonista de mais uma vitória no Brasileirão

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Ricardo Duarte/Inter

  • O mais importante, foram os três pontos. Motivo? Fez o Inter terminar o ano de 2020 no G4, que é o que será possível brigar. São nove pontos de diferença para o São Paulo e só tem mais 11 jogos. Não tem como. Porém, diante do que estava acontecendo, quando parecia que a temporada tinha ido pro espaço, tenho certeza que tá no lucro.
  • Abel é o principal cara desta vitória. Após um primeiro momento terrível, ele conseguiu reorganizar as coisas. Da sua maneira, do jeito jeito. É um time completamente diferente do anterior, mas é mais regular e, pra pra gente ter noção, o Abel termina 2020 com três vitórias consecutivas. A virada de chave aconteceu em Belo Horizonte, naquele empate com o Galo. Foi a partir dali, daquela reação, que as coisas aconteceram. Ele fez um time e em pouco tempo. Foram 11 partidas apenas.
  • O Inter é um time que joga num 4-2-3-1, que por vezes parece um 4-1-4-1, não marca com tanta intensidade no campo de ataque como antes, mas também não troca tantas bolas na defesa como antes.
  • O primeiro gol colorado acontece em um escanteio cobrado pelo Uendel e cabeçada do Dourado. Ele mais do que ninguém merecia isso. Nem preciso dizer que é o titular incontestável da primeira função, mesmo que esteja cansando no final. Só que, pra ser o velho Dourado, precisava o gol. Ele veio. Mais do que justo. Mas sim, é real, o cara tá cansando muito no segundo tempo. Meio previsível pra quem ficou tanto tempo longe.
  • O segundo é uma ida do Edenilson pra linha de fundo, uma bola que bate na mão do cara do Bahia. Galhardo dá uma paulada no travessão, mas a bola entra.
  • E é sobre Galhardo que quero falar. Ele perdeu gol demais. No primeiro tempo, tentou uma meia bicicleta sem sentido algum. Depois, errou um na pequena área. Pra ajudar, ainda levou o terceiro amarelo por cera ao sair de campo. Não tem como entender um cartão forçado de quem só joga o Brasileirão. Foi muito mal na partida.
  • Cuesta foi mal no gol dos caras. O Ramírez passou por ele e pelo Dourado como quis. O Rodrigo estava mortinho em campo. Cansado, Abel demorou pra tirá-lo. Só que o Cuesta tinha a chance de desarmar o colombiano e ficou só olhando. Poxa, cadê aquele Cuesta que desarmava todo mundo?

Galhardo fez aquele tradicional gesto para sair a má fase – Ricardo Duarte/Inter

  • Praxedes também não fez um bom jogo, tá? Ele ficou devendo de novo. Todo mundo sabe que com jogadores de 18 anos isso vai ocorrer. Tem esse desconto, porém, a real é que o Praxedes pouca coisa fez na partida.
  • Danilo Fernandes merece muito destaque. Salvou uma cara a cara no primeiro tempo, defendeu com o pé. Depois, ainda teve um escanteio que a bola vinha estranha e ele tirou com a coxa. Pra quem não jogava há cinco meses, foi maravilhoso. Mandou bem demais.
  • Abelão apostou de novo no Caio Vidal pela ponta. O que até é interessante, mas não vi nada demais nele.
  • Galhardo, Lucas Ribeiro e Yuri Alberto perderam gols frente a frente com o Douglas, goleiro do Bahia. Não vai ser sempre que o Inter vai desperdiçar três gols e ainda vencer. Ainda mais fora de casa. Perder gol ali é não prestar atenção no serviço. Não tem outra explicação. Precisam ser lembrados disso no vestiário.

Praxedes não fez um bom jogo como armador da equipe – Ricardo Duarte/Inter

 


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