Entre pro time

Inter

Conseguiram acabar com 2023 e estão tentando acabar com 2024 também!

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Ricardo Duarte/Inter
  • Bom, não tem mais como defender. Não tem mais como defender o trabalho do Coudet, não tem mais como defender os jogadores, o presidente Barcellos e todo e qualquer profissional que trabalhou nos dois últimos jogos do Inter no Beira-Rio. O Inter está indefensável. Não há nenhuma explicação para fazer apenas um ponto em dois jogos contra times que tem tudo para ser rebaixados. É inadmissível. Nada que eu fale aqui vai explicar o que estão fazendo. Não tem como. 
  • Simplesmente porque não tem como defender um time que joga da maneira preguiçosa que jogou. E, olha, só eu sei o quanto me cobro de não ficar usando estes termos depreciativos que só ofendem os jogadores e pouco agregam numa análise construtiva. Agora, eu vi a partida. Mesmo quando marcou o gol, todo mundo parecia a passos de formiga e sem vontade. O domínio do primeiro tempo foi apenas pela fragilidade dos caras do que por competência colorada. Tanto, que bastou eles se tocarem que, no final do primeiro tempo ainda, estavam criando chances.
  • E aquela maturidade, tão comentada por todos, de um time que ganhou o Gre-Nal logo após a eliminação, não acontece agora. Ninguém sequer teve a indignação de ir pro abafa e tentar o resultado de todas as maneiras. Nem o bom e velho poder de indignação aconteceu.
  • O trabalho do Coudet não se justifica mais. Aquela que parecia uma volta mais madura, com ideias um pouco mais abertas, mudando o jeito de jogar, disposto a ganhar a competição, morreu com alguns meses de trabalho apenas. Desde antes da queda, já vinha dando sinais de erros como sacar Aránguiz e Alan Patrick, não fez as mudanças do Diniz, ser salvo na Argentina pelo Rochet após colocar até o Campanharo na ponta direita.
  • Pra esse jogo, Coudet conseguiu dizer no domingo que Pedro Henrique não é ponta, que não faz a do Wanderson e, na quarta, escalá-lo como ponta. Coisa mais estranha do mundo.
  • Mas nem tem como como falar do jogo em si. Todo mundo foi mal. Nem Alan Patrick conseguiu jogar. Enner Valencia fez um gol, mas mandou outra bola na arquibancada. O Pedro Henrique foi a novidade e também foi discreto. Aliás, ele e todo mundo. Discreto foi o melhor que consigo falar de todos que estiveram em campo. Foi um jogo que ninguém se destacou.
  • Não dá pra entender quando Coudet e os dirigentes falam que, quando não tem o time titular completo, não é a mesma coisa! Quando dizem que não dá pra manter o rendimento sem todos à disposição! Pow, Coritiba e América. Se não tiver condições, tem que largar a bola, né?
  • É duro ver que o Inter perde pro Coritiba e faz nota contra a arbitragem. Nítido de quem esquece dos seus próprios problemas e coloca a culpa nos outros. O mínimo seria admitir que tá doente e partir pra solução. 
  • Pior ainda quando o presidente fala que tá no caminho certo ou o diretor de futebol pede pra não “fazer terra arrasada”. Os camaradas estão olhando a coisa afundar e o problema é quem está alertando. O Inter é um doente que não quer admitir que adoeceu e precisa de ajuda.
  • A verdade é que o ano de 2023 acabou. Só que o de 2024 também tá sendo destruído. Hoje, neste momento, nem na Sul-Americana o Inter tá indo. Você tem noção do que é isso? Que campanha terrível na competição. E nem vale a desculpa de foco na Libertadores ou qualquer outra desculpa que só acredita quem quer. Afinal, o Inter tinha chance da arrancada pós queda pro Fluminense e e se perdeu mais uma vez.
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