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A babaquice Gre-Nal está chegando a níveis preocupantes. Veja!

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A repórter Renata de Medeiros foi a premiada da vez no último clássico Gre-Nal. Um ser humano que se diz torcedor agride ela verbalmente e ainda tenta, de maneira violenta, fazê-la parar de trabalhar.

A verdade é que, infelizmente, qualquer repórter que já cobriu torcida já passou por situações como essa.

Eu já fui ofendido, fui empurrado, cercado por 10, 15, 20 “torcedores”e até meu cinegrafista já foi agredido no Aeroporto em uma oportunidade.

Intimidação então? Essa é uma realidade dos repórteres seja nos estádios ou nas redes sociais.

Realmente não sei o que leva uma pessoa a fazer isso. Talvez até o cara tenha família, filhos, mãe, pai, enfim, seja um ser normal. Só que uma das minhas teorias é que por muito tempo “nós”convencionamos que tudo poderia acontecer no estádio de futebol.

Cânticos racistas eram normais, homofóbicos também, ofender todo mundo é do jogo e por aí fomos.

Mais, pasmem, até bem pouco tempo atrás tinha quem mijasse num saquinho pra tocar em outra pessoa. Isso é até pior do que o comportamento daquele macaco que faz cocô na mão e atira nas pessoas. Só que ele é um macaco, né.

Junta-se a isso que vários se embebedam, se drogam e o problema aumenta consideravelmente.

Na chegada da torcida organizada do Grêmio no Beira-Rio, os caras subiram no teto do ônibus e gritavam feito animais. Desculpa, na minha visão, isso foge da normalidade. Quer dizer, na minha e na da lei, né. Porque graças a Deus, isso é proibido pelas leis de transito.

Ah, e antes que algum cego pela “paixão do seu clube” diga, isso acontece nas duas torcidas, não só em uma.

Por tudo que aconteceu neste Gre-Nal, teve briga no setor da Popular no intervalo, o Ministério Público precisa agir. Ele e o Juizado do Torcedor.

Eles precisam agir não só porque o Grêmio foi punido novamente. Precisam agir porque é o correto. Tem uma galera que só sabe ficar pedindo pro MP punir o Inter porque puniu o Grêmio.

Gente, existem mais cores do que vermelho e azul. Nem tudo é Gre-Nal na vida. Se você acha que os caras erraram com o Grêmio, meu conselho é que você peça justiça e não vingança.

Na noite de domingo, um torcedor gremista me marcou em um vídeo de um elemento fazendo gestos estúpidos e colocando que esse é o carácter da torcida do Inter.

O sempre brilhante Chico Garcia, meu irmão do coração, respondeu como só ele saberia:

“Não grenalize a estupidez humana por favor. O problema não é a camisa que ele veste e sim o cérebro de ervilha do cidadão.”

Sim, gente. Não tem cor a imbecilidade de uma pessoa. Não é porque o cara é colorado que ele fez isso. Ele fez isso porque não tem cérebro. Ministério Público e o Juizado precisam agir. Sim, precisam e muito.

Só que tá na hora de uma galera começar a raciocinar nos estádios. Não pode fazer tudo que quer. Existem regras mínimas de conivência em sociedade. Existe educação. Todo mundo tem um amigo, irmão, parente do time adversário.

Só que, infelizmente, a gente começa a semana depois de um baita Gre-Nal tendo que falar de um tipo de cara como esse:

https://twitter.com/rmedeirosrenata/status/972931191367225344

Mas importante dizer que nem eu e nem você deveremos fazer justiça com as próprias mãos. Isso quase sempre acaba em tragédia. É claro que é revoltante, mas não é o jeito mais correto de solucionar as coisas. Caso contrário, viraremos o velho oeste. Precisamos cobrar as autoridades pra eles darem fazerem seu trabalho.

Nota oficial do Inter

O Sport Club Internacional lamenta e repudia o ato discriminatório sofrido pela repórter Renata de Medeiros, da Rádio Gaúcha, durante o Gre-Nal deste domingo |(11/3), no Beira-Rio. O torcedor que proferiu palavras ofensivas e agrediu a profissional foi imediatamente retirado do estádio pelos seguranças do Clube e conduzido ao Juizado Especial Criminal (JECRIM).

Foi uma situação lamentável e totalmente contrária aos princípios do Clube. Portanto, sempre que ocorrer fatos deste tipo no estádio, o Internacional pede que a vítima denuncie o agressor para que as medidas cabíveis possam ser tomadas.

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