Inter
Algumas das coisas que o torcedor coloradop reisa saber sobre o que tá acontecendo no Inter
- Esse é daqueles momentos em que o Sport Club Internacional tenta explicar o que está acontecendo… mas não consegue. E isso diz muito.
- O clube, internamente, trata Paulo Pezzolano como parte da solução. Não como problema. Pelo contrário. O discurso é de que ele é, hoje, a principal esperança de mudança. E isso passa por uma leitura bem clara dos bastidores: o elenco é limitado.
- Ninguém vai dizer publicamente que o grupo é ruim. Mas o que se escuta é que é praticamente o mesmo do ano passado, com poucas soluções diferentes. E que o treinador está tentando implementar um modelo mais ofensivo, que depende de aproveitamento lá na frente.
- E aí entra uma ideia que, à primeira vista, parece até estranha: o Inter toma gol porque não faz gol. A lógica é simples. O time cria, não converte, perde confiança. O adversário cresce e pune. É um efeito dominó.
- Só que quando se junta isso com o resto do cenário, o problema fica maior.
- Porque ninguém sabe exatamente explicar o que está acontecendo. O próprio Abel Braga já admitiu que não há um diagnóstico claro. O auxiliar fala em “clique”. A direção pede calma. E o ambiente, segundo relatos, ainda é de tranquilidade.
- E aqui começa o ponto mais delicado.
- Existe quase um conforto.
- Mesmo com protestos pontuais da torcida — principalmente de organizadas — o clima geral ainda não é de pressão máxima. Há cobranças, sim, mas ainda controladas. Só que a tabela não acompanha essa tranquilidade. O Inter é lanterna do Campeonato Brasileiro. E isso muda qualquer análise. Porque o time até apresenta números que confundem. Tem posse de bola, finaliza bastante, cria situações. Em muitos jogos, parece que está mais perto de vencer do que de perder.
- Mas a realidade é outra. Não faz gol. E toma.
- E aí surge um dos melhores retratos desse time: joga bem no meio do campo, mas não decide nas áreas.
- Nem defende bem, nem ataca bem.
- É um time que funciona da intermediária defensiva até a intermediária ofensiva… e para ali. Falta o principal dos dois lados.
- Se tivesse um grande goleador, daqueles nível Harry Kane, talvez resolvesse parte do problema. Faria gols mesmo em meio ao caos. Ganhar jogos por 4 a 3, por exemplo. Se tivesse uma defesa extremamente sólida, talvez segurasse resultados. Venceria por 1 a 0, mesmo criando pouco. Mas não tem nenhum dos dois.
- Hoje, o sistema defensivo oscila demais. E no ataque, falta quem resolva. O resultado é um time difícil de explicar… mas fácil de entender na tabela.
- Está na zona de rebaixamento. E aí não adianta discurso.
- Não adianta falar em posse de bola, em finalizações, em “clique”. No fim, o que define tudo é resultado. E o Inter, hoje, não entrega.
- Por isso, a ideia de que “não há crise” começa a ficar perigosa. Porque quando o clube aceita a tranquilidade estando na lanterna, o risco é normalizar uma situação que, no futebol, costuma cobrar caro.
- A verdade é simples: o Inter precisa entender rápido por que não faz gols e por que sofre tantos. Porque, do jeito que está, a conta não fecha. E a briga já começa a ter um número bem claro: 45 pontos.
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