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Alemão faz gol, Dourado ressurge, Daniel salva e Mano mostra que veio melhorar o Inter

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Ricardo Duarte/Inter
  • Bom, a vitória levou o Inter para o topo. Como venceu, vai dormir líder do seu grupo. Se perdesse, poderia ser o lanterna ao final da rodada. Olha que loucura. Entre outras coisas, o resultado mostrou que o ar mudou no Beira-Rio. Parece que os ventos estão favoráveis. Óbvio que tem futebol também. Tem muita coisa além de onda positiva, mas fiz questão de tentar mostrar que as coisas parecem querer dar certo pelos lados vermelhos.
  • Mano promovei a estreia do Vitão na zaga e ainda apostou em dois volantes marcadores: Gabriel e Dourado abriram o meio-campo.
  • A organização do time foi um tanto quanto diferente. Confesso que não curti muito. Gabriel ficou na frente da zaga, Dourado saia ou pela direita ou ia pro ataque como segundo volante.
  • Depois, ainda teve algumas coisas estranhas como De Pena e Wanderson quase se batendo na ponta-esquerda. Enquanto isso, na direita, só o Bustos sem nenhum ponta pra ajudá-lo. O Dourado caiu por ali e isso já indica que não foi o parceiro ideal.
  • Mesmo assim, é fundamental apontar que o Mano conseguiu um jeito de jogar que dá segurança, que não trouxe grandes perigos e ainda teve seus escapes.
  • Porém, a única chance que o Inter teve foi aos 37 minutos do primeiro tempo. Cruzamento da direita e Gabriel, que aparece como surpresa, finaliza mal. Então, apesar de montar um sistema eficiente na marcação, faltou a segunda parte que foi atacar.
  • As coisas melhoram quando Mano trouxe o Dourado para terceiro zagueiro e deixa os caras jogarem com mais liberdade. O estranho foi que, no começo do segundo tempo, tudo voltou do jeito inicial. No entanto, preciso reconhecer que o gol só aconteceu porque o Mano soltou o Dourado novamente. Confesso que tô dividido. Mano muda algumas vezes a forma de jogar. Foi assim contra o Flu e agora. Isso é bom porque dá variação tática, mas tenho receio de virar algo confuso.

Ricardo Duarte/Inter

  • Alemão decidiu mais uma vez. Três jogos e três gols. Média fantástica. O cara tá salvando todo mundo. Desta vez, recebeu, girou e finalizou no cantinho. Tá mostrando, além de tudo, repertório. Faz gols antecipando ou até fazendo giro. Ele tem ferramentas. Confesso que ainda tô cauteloso. Não sei se é só uma empolgação inicial, de quem tá jogando pelo contrato da vida. Independente do que for, o fato é que ele já se pagou.
  • Na outra ponta, Daniel salvou o Inter. Ele fez uma grande defesa no primeiro tempo e duas no segundo tempo. E duas cara a cara com o atacante colombiano. Não seria loucura se eles tivessem vencido. O Daniel tirou três gols dos caras. Fez isso mais uma vez, né? Sempre ele.
  • Dourado ressurgiu e com muita força. Seja jogando como um volante ao lado do Gabriel ou até mais adiantado. Foi recompensado com o passe para o gol. Sempre se criticou o fato dele não ter bola longa ou chegada na área. Desta vez, teve.
  • Bruno Méndez fez uma partidaça. E jogando pelo lado esquerdo. Achei o Vitão apenas mediano. E não vou ser definitivo com ele. Primeiro jogo desde dezembro. Não dá pra ser definitivo com ele.
  • Numa mesma linha de boas atuações, estão Edenilson e Renê. Foram bem.
  • Depois do jogo, Mano Menezes chamou o Maurício para conversar. Não teve como ouvir o papo, mas ficou evidente que o treinador foi orientá-lo porque o meia entrou mal no jogo. Deu contra-ataques e não conseguiu jogar pra frente. Desta vez, quase jogou tudo a perder.
  • Não foi um jogo perfeito. Bem pelo contrário. Dá pra dizer que foi uma partida bem mais interessante porque os atletas se sentem mais confiantes e sabendo o que fazer em campo. Fora isso, é um time mais equilibrado em campo. É razoável dizer que eles estão no caminho. Agora, o caminho ainda é longo. Tem muito a percorrer.

Ricardo Duarte/Inter

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