Inter
A tentativa do Inter por Michael, as cláusulas dos reforços, a negociação polêmica do Vasco e a permanência de 1 milhão de dólares
- A informação envolvendo Michael no Internacional surgiu e, sim, existiu uma movimentação que precisa ser contextualizada. O atacante de 29 anos, atualmente no Flamengo, não deve permanecer no clube carioca. A decisão passa diretamente por Filipe Luís, que não conta com o jogador para a sequência da temporada. Diante disso, o mercado se abriu, com o Santos aparecendo inicialmente como principal interessado, mas com Inter e Corinthians entrando no radar nos últimos dias.
- A apuração feita indica que o Internacional chegou a analisar o negócio, mas recuou rapidamente. O clube consultou valores, se assustou com os números envolvidos e decidiu não avançar. A explicação é simples: o salário de Michael gira próximo dos R$ 2 milhões mensais, valor considerado fora da realidade do planejamento colorado para a posição. O Inter só fez o movimento porque o jogador estava disponível no mercado, algo considerado normal dentro da rotina do departamento de futebol, mas não passou disso.
- Esse cenário pode acabar influenciando diretamente outra situação interna. Caso o Santos avance de vez por Michael, cresce a chance de Vitinho permanecer no Internacional. Vale lembrar que houve versões conflitantes sobre a negociação de Vitinho com o clube paulista no passado, com cada lado apresentando sua leitura dos fatos. Independentemente disso, a chegada de Michael ao Santos tende a encerrar qualquer tentativa futura envolvendo Vitinho, mantendo o atacante no Beira-Rio.
- Enquanto isso, o Inter segue focado em reforços considerados prioritários. Um deles é o volante Agustín Villagra, argentino revelado pelo River Plate e atualmente no CSKA Moscou. O acordo encaminhado prevê um empréstimo com custo aproximado de R$ 2 milhões, além de uma cláusula de compra obrigatória fixada em cerca de R$ 25 milhões, condicionada ao cumprimento de metas esportivas. O modelo segue o padrão já conhecido: caso Villagra atinja determinado percentual de jogos — normalmente em torno de 60%, atuando ao menos 45 minutos — o Internacional será obrigado a efetivar a compra.
- Situação semelhante envolve o centroavante Alerrandro, também ligado ao CSKA. Ele foi adquirido pelo clube russo por cerca de 5 milhões de euros e, no acordo com o Inter, há igualmente uma cláusula de compra obrigatória atrelada a desempenho. Os valores exatos ainda não foram confirmados publicamente, mas a lógica contratual é a mesma: o jogador precisa ser utilizado de forma regular para que a compra seja concretizada.
- Além deles, o zagueiro Félix Torres aparece como outra negociação avançada. Já o lateral-esquerdo Angileri, que chegou a ser discutido, acabou não tendo avanço nas conversas. Paralelamente, o atacante David está a caminho do Vitória, em uma negociação que envolve Vasco e Internacional. O Vasco, que havia adquirido o jogador, não quitou integralmente os valores devidos ao Inter e agora repassa o atleta ao clube baiano, ficando com 50% dos direitos, enquanto o Vitória assume a outra metade.
- Esse movimento gera questionamentos, mas está diretamente ligado à recuperação judicial do Vasco. Com isso, o Internacional entra na fila de credores e passa a aguardar o pagamento dentro do plano aprovado judicialmente, situação semelhante à enfrentada por diversos outros credores do clube carioca.
- Outro tema importante é o de Gabriel Carvalho. Um perfil árabe divulgou que o jogador poderia ser emprestado pelo Al-Qadsiah ao Damac, também da Arábia Saudita. O staff do atleta, no entanto, nega uma saída iminente, embora confirme que ele não vem sendo relacionado com frequência. O motivo principal está no limite de estrangeiros da liga saudita, que permaneceu em oito vagas, frustrando a expectativa inicial de ampliação.
- Gabriel treina normalmente, mas enfrenta dificuldade para entrar na lista de jogos. Há a expectativa de que, com suspensões ou lesões, ele volte a ser relacionado em breve. Para o Internacional, a situação é relevante porque a venda do jogador foi fechada por US$ 16 milhões fixos, podendo chegar a US$ 22 milhões por meio de cláusulas de produtividade. Entre elas estão número de jogos pelo Al-Qadsiah, convocações para a Seleção Brasileira e participação em competições de base.
- A leitura interna é clara: quanto mais tempo Gabriel permanecer e jogar no clube saudita, maiores as chances de o Inter atingir esses gatilhos financeiros. Um eventual empréstimo poderia atrasar ou até inviabilizar parte desses bônus, o que não interessa ao clube gaúcho.
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