Inter
A proposta que fizeram para o atacante, o custo que complica a vida do volante e a lista de 12 contratos do Inter
- O Internacional apresentou o que trata internamente como a última cartada para manter Vitinho. A proposta tem uma engenharia financeira curiosa: contrato longo, com valores decrescentes ao longo das temporadas por causa das luvas diluídas. A oferta prevê que ele receba cerca de 800 mil mensais no primeiro período, caindo para 700 mil e depois 600 mil. A explicação é simples: como o jogador fica livre no mercado, parte do valor é o “aluguel do passe”, embutido como luvas parceladas. Salário em carteira não reduz; o que muda é a composição total entre salário e direitos de imagem.
- Nos bastidores existe otimismo moderado. A proposta se aproxima do que ele teria para sair do país, mas pesa o protagonismo de permanecer no futebol brasileiro. A direção trabalha com tendência de acerto, mas sem cravar. A leitura é de que o clube chegou no limite financeiro que considera saudável para fechar a renovação.
- O cenário é bem diferente com Thiago Maia. O custo mensal do volante gira na casa de 1 milhão de reais somando salário, imagem, encargos e luvas. Internamente, dirigentes já admitem que a renovação é complicada. O problema não é só desempenho: é matemática. Se ele ficar livre no mercado, vai querer luvas altas pelo passe — o que empurraria o custo ainda mais para cima. Hoje, a tendência nos bastidores é de saída, embora o clube ainda trate o tema como aberto porque a temporada é longa e o desempenho pode mudar o cenário.
- Existe também um pano de fundo financeiro pesado envolvendo o passado do jogador, com valores ainda a receber de sua passagem pelo Santos. Isso influencia decisões de carreira e explica por que, em outros momentos, ele considerou voltar. É um fator que entra na conta quando se discute permanência ou saída.
- Quem não deve ficar é Alan Benítez, liberado para resolver sua situação e encaminhar retorno ao Cerro Porteño. A tendência é rescisão amigável. Situação parecida vive Clayton Sampaio, também liberado para buscar clube, mas com mais dificuldade de mercado por causa da relação entre salário e realidade de possíveis destinos. Richard e Keiller estão no mesmo pacote de jogadores fora dos planos imediatos, treinando separado e com custo relevante na folha.
- O que preocupa a direção é o efeito acumulado. Só esse grupo de atletas pouco utilizados já representa mais de 1 milhão por mês em folha. Ao mesmo tempo, o clube tem uma lista grande de contratos se encerrando no fim do ano, o que obriga a resolver renovações ou saídas ao longo da temporada. Entre empréstimos com cláusula de compra e vínculos perto do fim, o Inter projeta um segundo semestre com decisões financeiras importantes. A gestão entende que 2026 será um ano de ajustes profundos no elenco — e o movimento já começou agora.
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