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Diego da showza, Roger prova que tinha razão e motivação do Guarani não serviu pra nada!

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Lucas Uebel/Grêmio
  • Bom, penso que tá mais do que provado que Diego Souza é, disparado, o melhor atacante da Arena. A melhor solução pro ataque. Não tem o que debater. Sem jogar confete pra mim mesmo, mas essa culpa eu não levo. Dessa vez, vou ter que dizer: “eu sempre avisei”. Afinal, o Diego Souza é o único que sabe fazer gol ali. Tá velho? Tá fora de forma? Sim, tudo verdade. Só que é o único acima da média.
  • Por isso, a única saída para o Roger é montar um time que jogue a bola pra ele. Tem que jogar todo em função dele. Porque os dois primeiros jogos mostraram que ninguém mais soube ser decisivo. Foram 30 chutes e nenhum gol.
  • Em 60 minutos, Diego fez três gols e definiu a parada.
  • O jogo também mostrou que o sistema do Roger pode dar certo. O tripé de meio tem sim condições de fazer gols. Muitos gols. Óbvio que não vai ser sempre que ele dará certo. Nenhum esquema é apropriado para todos os jogos. Variação é fundamental. Porém, não dá pra decretar que o problema do time é o tripé de meio. Não é. O grande problema era finalização. Tá provado.
  • Quer ver? Além dos três gols, Elias, Nicolas, Bitelo e Janderson perderam gols na cara do goleiro. Na cara. Era só fazer.
  • Mas mais do que isso, a partida escancarou que Roger não vai abrir mão dessa forma de jogar e, principalmente, não vai meter o Benítez em campo. Não adianta fazer lobby. Pode o Romildo, o Dênis ou qualquer um pedir. Entrou todo mundo, menos o argentino.

Diego resolveu a parada com três gols – Lucas Uebel/Grêmio

  • Brenno foi outro grande protagonista. Fez pelo menos três grandes defesas. Três cara a cara. Seja saindo pra abafar e defender com o pé ou conseguindo pegar uma bola por estar bem posicionado. Foi salvador. No gol, fez uma defesa quase impossível. A bola voltou pra pequena área, mas não tinha como fazer muito melhor que aquilo. O único lance a corrigir foi uma saída de gol que ficou na dúvida se socava ou defendia e ai espalmou a bola toda errada. De resto, impecável.
  • Ainda como destaques, coloco o Nicolas, que deu duas assistências e mostrou que foi, quem sabe, a melhor contratação até agora. São oito assistências para gol até o momento. Isso que, na sua apresentação, o cara foi dizer que marca melhor que ataca.
  • Coloco como um ponto positivo o Gabriel Teixeira. Titular na vaga do Ferreira, ele tem pontos positivos e negativos bem parecidos com o do Ferreirinha mesmo. Deu assistência para o primeiro gol, mas acabou errando o time de um passe para o Elias fazer o dele. E, ok, era só tirar do goleiro e o Elias perdeu, mas o Gabriel perdeu o tempo da bola. Era uns dois segundos antes. Isso faz toda diferença.
  • Elias entrou no segundo tempo. Foi pra vaga do Campaz. Olha, o Campaz tá decepcionando novamente. Incrível como oscila. Fez jogos muito interessantes. E, nesse jogo, foi aquele jogador que a gente fala usando a licença poética que “foi uma menos”. Deixo claro que não curto expressões assim, definitivas, como se o cara não fosse profissional. Mas é a melhor definição para ilustrar que o colombiano não ajudou nem no ataque e nem na defesa. Roger viu isso isso. Ficou maluco com ele em vários momentos do primeiro tempo e o sacou no intervalo. Tá correndo risco.
  • No fim, foi um bom jogo de assistir. Muitas chances para os dois lados. Ninguém jogou muita bola, nenhum dos dois times é a quinta maravilha do mundo e isso tornou as coisas equilibradas.
  • Só registro que não adiantou em nada a tentativa de motivação do Guarani com a confusão do Dênis Abrahão. Futebol ainda se define jogando futebol. Se não tiver um time bom, não serve pra nada a motivação.

Gabriel Teixeira parece muito o Ferreira – Lucas Uebel/Grêmio

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