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Grêmio

Carlos Vinicius chamou a responsabilidade no vestiário e a direção fez pedido pra torcida

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  • O bastidor no Jaconi foi quente — e não foi só dentro de campo. Depois da partida, duas entrevistas chamaram atenção: a do vice de futebol Antônio Dutra Júnior e a do atacante Carlos Vinicius. E em semana pré-Grenal, qualquer declaração ganha peso dobrado.
  • Dutra foi claro ao dizer que o Grêmio está iniciando um ciclo profundo de mudanças. Segundo ele, é um dos processos mais amplos dos últimos anos, não apenas no campo, mas estruturalmente. Admitiu que o time foi mal no primeiro tempo e melhorou na segunda etapa, reforçando que oscilações são normais dentro de um contexto de transformação. Lembrou que o elenco tem 13 jogadores oriundos da base e que a mudança no modelo de jogo exige adaptação. A mensagem é: paciência, porque o trabalho está no começo.
  • Mas Dutra também voltou a reclamar da arbitragem — algo que tem sido recorrente nas coletivas pós-jogo. Citou o lance em que a bola teria ultrapassado a linha após toque do zagueiro do Juventude e defesa de Jandrei. Segundo ele, é um lance factual, de bola entrou ou não entrou, e o árbitro nem precisaria ir ao VAR, bastaria a checagem. A direção entende que o Grêmio vem sendo prejudicado e não esconde a insatisfação. Sobre a final, disse que ainda não sabe como será a escala de arbitragem, se com árbitros de fora ou do Estado, mas não vê o clima tão pesado quanto no ano passado.
  • O vice também fez um apelo direto ao torcedor: pediu Arena cheia no jogo contra o Atlético Mineiro pelo Brasileirão e lotação máxima na primeira partida da final. Disse que é hora do torcedor “dar um pouco mais”, empurrar o time e entender o momento de reconstrução.
  • Mas quem incendiou mesmo o debate foi Carlos Vinícius. Na saída do estádio, o atacante bancou: o Grêmio é favorito no Grenal da decisão do Gauchão. E repetiu. Não uma, não duas — várias vezes. Disse que em todas as competições que o Grêmio disputa entra como favorito, principalmente no Gauchão. Que a camisa pesa. Que o clube entra para ganhar, não para disputar.
  • A declaração ganha ainda mais repercussão porque o técnico do Inter, Paulo Pezzolano, já havia colocado o favoritismo no lado gremista, citando investimento e o peso do treinador Luís Castro. Luís, por sua vez, evitou entrar na discussão. Disse que não comentaria fala de adversário. Dutra tratou como “jogo de empurra” tradicional de clássico.
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