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Patrick acaba com o jogo, mas Inter não teve o “algo a mais” e tá fora da Libertadores para o Boca

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Ricardo Duarte/Inter

  • Bom, a eliminação dois pensamentos importantes que é preciso fazer. O primeiro é que aconteceu o mais lógico. Pelo menos neste momento da temporada, o Boca é uma instituição mais preparada que o Inter. Porém, estamos falando de futebol. E, mesmo que ninguém imaginasse que o Abel conseguisse fazer esse time jogar tão bem quanto jogou, é impossível não lamentar pelo fato de que, nos 90 minutos, o Colorado jogou mais que eles. Dava pra ter vencido com bola rolando, inclusive.
  • A derrota acontece porque Galhardo, Praxedes e Cuesta não conseguiram marcar. Galhardo meteu no travessão, Praxedes cabeceou na mão do goleiro e Cuesta não conseguiu aproveitar uma falha gigantesca do goleiro argentino. É duro tu ir na Bombonera e perder três gols assim.
  • Como o Boca não estava jogando nada bem, até porque é um time mediano, o jogo foi para os pênaltis. E três fatores eliminaram o Inter: Lomba poderia ter defendido o pênalti do Tévez, Lindoso e Peglow mandaram na arquibancada. Não costumo colocar responsabilidade no goleiro, mas dava pra ter espalmado melhor aquela bola do Tévez, né?
  • Percebam que eu não estou aliviando o Peglow. Ele tem só 18 anos? Tem. Mas é jogador profissional. Ninguém tem que achar que a carreira acabou, que o cara não joga nada ou estas coisas. Agora, ele é atleta e, como tal, precisava converter.
  • Na hora da decisão, ter jogadores que fazem a diferença garantem vitórias, mesmo jogando mal. Salvio, Tévez e até o Fabra, que fez o gol contra, foram lá e acertaram. Pênalti não é loteria. É treino, é foco, é ser forte emocionalmente.

Patrick levou o time do Inter nas costas praticamente – Ricardo Duarte/Inter

  • Sobre o jogo, Abel apostou em várias mudanças. Colocou um time mais forte fisicamente com Rodinei e Moises nas laterais, meteu um 4-2-3-1, com Praxedes armando e apenas Galhardo no ataque.
  • O Inter foi bem melhor que o Boca até fazer o gol. Depois, parou. Isso precisa ser olhado.
  • O primeiro tempo foi de muita superioridade. Um time correndo como nunca tinha se visto com Abel, com intensidade, com muita posse de bola. E uma posse de bola produtiva, de quem tentava jogar. Não era aquela troca de passes improdutiva entre os zagueiros.
  • Só que lembra aquela história que eu disse no final de semana que o Inter estava evoluindo, mas não sabíamos se a ponto de eliminar o Boca? Pois é, chegou perto. Só que perto não é suficiente. Faltou o algo a mais, o detalhe. Quem sabe até o jogador decisivo. O Galhardo de antigamente.
  • E o time só foi muito melhor por conta do Patrick. Não é exagero dizer que todas as melhores jogadas saíram por ele. Foi um gigante. O melhor da partida. Jogou um absurdo. Driblava todo mundo, ia pra linha de fundo. Ele faz a jogada do gol, ele faz as jogadas que Galhardo e Praxedes perdem. Sem dúvidas, o melhor da partida.
  • Rodinei foi bem também. Fez uma ótima partida. Quer dizer, ele e o Moisés. Ambos participaram de boas jogadas.
  • Gostei do Praxedes também. Se não foi brilhante, dando assistências para tudo quanto é lado, foi um meia que organizava o jogo. Ele limpava as jogadas, carteava a bola. Algo meio Boschilia assim. Sua função é ali, pelo centro, mas não como volante e nem como segundo ataque. É um meia mesmo.
  • Dois caras correram muito, mas pouco apareceram. Falo de Edenilson e, principalmente, Galhardo. O Edenilson ainda foi bem na sua função. Discreto, mas bem. O Galhardo é que tava sumidão. Não é nem sombra do centroavante que era antes.

Enfim, aconteceu o que a gente imaginava que era o mais provável. O Inter, como clube, vive dias difíceis. E é bem complexo separar isso do vestiário. Agora, é inegável que existe uma evolução, uma melhora no trabalho do Abel. Só não foi suficiente para ganhar do Boca por mais de um gol. A única esperança é focar na classificação para a Libertadores no Brasileirão e salvar alguma coisa de 2020.

Praxedes foi bem como meia organizador do jogo – Ricardo Duarte/Inter


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