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Mesmo com garoto tentando ser o salvador, Inter perdeu para o pior time do campeonato

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Ricardo Duarte/Inter
  • O Inter não tem o que reclamar. Fez de tudo para perder e conseguiu. Sim, perderam para o pior time da competição. O até então lanterna do Brasileirão.
  • Quer mais? Foi a primeira vitória dos caras do Brasileirão. Primeira vez que o Vitória vence em nove rodadas. Nove. Nove jogos e só uma vitória. Contra quem? Inter. 
  • Não tem muito como achar que a escalação inicial foi boa. Ela, claramente, deu errada. Robert Renan de lateral-esquerdo e Matheus Dias ressurgindo no meio-campo do nada. Deu tudo meio errado ali.
  • O primeiro tempo teve uma grande injustiça. Das mais injustas do futebol brasileiro. Isso porque o Vitória poderia ter feito uns 3 x 0 de cara. 
  • Peguem os melhores momentos do jogo e analisem os dois gols (o que abriu o placar e o anulado deles). O Vitória estava com sete jogadores no campo de ataque. Sim, sufocaram um Inter que não sabia sair com a bola. Sete carinhas lá na frente.
  • O primeiro gol tem falhas do Vitão e depois do Thiago Maia na saída de bola. Só que tudo isso só acontece porque estavam sufocados.
  • Lembra daquela história que a gente sempre fala de um time que não sabe furar retranca? Pois é, essa desculpa não poderão dar desta vez. Os baianos foram é para o ataque.
  • Mais, o goleiro Fabrício teve que fazer um pequeno milagre no segundo tempo. Quando o Inter até jogava melhor, estava no abafa, o Osvaldo finalizou livre na marca do pênalti. Fabrício tirou com os pés. Isso indica que foram dois gols sofridos, um anulado por milímetros e um milagre do goleiro. Tudo isso diante do pior time da competição.
  • Se olharmos a posse de bola, veremos um time com 60% e outro com 40%. Venceu o que teve menos posse de bola. Eu adoro ter a bola. Odeio jogar só no contra-ataque, mas não adianta passar bola em zona morta.
  • E sabe qual é o pior? As pessoas no clube tentam se enganar dizendo que é uma posse produtiva. É só olhar para o campo, vamos ver que Vitão, Mercado, Robert Renan e Thiago Maia, tocaram na bola mais do que todos os meias ofensivos.
  • Mesmo assim, o Inter teve uma sobrevida. O gol foi do Wesley, único jogador que tem se salvado partida a partida. Mas tem outro jogador que temos que falar.
  • Gabriel Carvalho, 16 anos, primeiro jogo como profissional. Anotem esse nome. Esse guri, nascido em Porto Alegre, cria do Rubem Berta, desde os 10 anos na base colorada, tem tudo para dar o que falar. Ele é a maior promessa de toda a base do Inter. Foi dele o lançamento para o gol do Wesley. Ele tem tudo para ser a solução de muitos problemas desse clube. Que personalidade. Aliás, a chance de ter dado problema era gigante. Toda hora ouvimos falar que só se coloca guri em momento bom. Pra ele, não importou. Com minutos, fez mais que qualquer meia colorado. Sabe por quê? Deu passe pra frente, vertical, em direção ao gol. 

Ricardo Duarte/Inter

  • Bom, mas futebol tem seus requintes de crueldade. O Inter estava finalmente jogado melhor, pelo menos duelando contra o Vitória (só aqui já era absurdo), parecia que poderia até virar a partida, mas cometeu o pênalti. 
  • E como tinha que ficar cruel, o gol foi de um zagueiro, canhoto, que deslocou o goleiro e bateu com qualidade, no centro do gol, rateirinho, para deixar ainda pior.
  • A melhora de desempenho só deu esperança de um gol que traria os três pontos e depois se discutiria o desempenho. Algo que muito tem sido feito ultimamente. Desta vez, não deu. Hoje, não tem como se apoiar nos números.
  • Como consequência, o Inter perde uma das 38 finais que imaginava fazer no Brasileirão. É claro que precisamos colocar os descontos necessários por tudo que vivemos, mas não há como negociar isso na tabela de classificação. Então, essa final foi perdida. É a dura realidade.

Ricardo Duarte/Inter

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