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Mano escala mal, prejudica o time, mas consegue corrigir e De Pena sai do banco para dar a vitória para o Inter

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Ricardo Duarte/Inter
  • O melhor da noite, sem nenhuma dúvida, foi a vitória. Atuação suspeita a parte, os cinco empates consecutivos estavam prejudicando demais. A vitória deixa o Colorado a dois pontos do G4 e a quatro do líder Corinthians.
  • Dito isso, Mano começa com Gabriel e Dourado, dois volantões. Optou por deixar o De Pena no banco, colocou ele só no segundo tempo. E a opção foi uma das piores possíveis. O Inter nem se defendeu bem, nem foi pro ataque. Dourado saia como segundo volante, função do De Pena, mas não conseguiu, nem de perto, fazer a articulação do meio. foi terrível.
  • Tanto, que o Inter demorou meia hora para cruzar a linha divisória e ir pro ataque. O Bragantino teve oito finalizações na primeira etapa. O Daniel teve que salvar uma cabeçada aos dois minutos e a trave salvou todo mundo duas vezes. Dava pra eles estarem vencendo, com tranquilidade, por uns 3 x 0, no primeiro tempo.
  • Tá mais que provado que não tem como jogar com dois volantes estilo Dourado e Gabriel. Um acaba com o outro. Vão ter que dar uma ótima explicação para entender o porquê o De Pena não começou. Isso é, claramente um erro. Melhor, são dois erros. Primeiro o De Pena não jogar, depois colocar dois volantões e não um segundo homem. Liziero ficou em Porto Alegre. Opção técnica. Cadê os segundo volantes do Inter?
  • Não consigo imaginar que é questão física ou preservação a estratégia com o Pena. Afinal, o Bustos sim é quem tá sentindo alguma coisa. Eu imagino que seja cansaço, mas ele não tá conseguindo repetir as boas atuações. Esse sim precisa parar pelo menos por um jogo. Se é que é só esse o seu problema.
  • Ainda no time titular, Alan Patrick teve uma boa jogada individual, mas não é o que a gente esperou dele. Parece que tá apanhando nessa volta ao futebol brasileiro.

Ricardo Duarte/Inter

  • Outros dois que estão muito abaixo são Edenilson e David. Neste momento, nenhum joga para ser titular.
  • Pra pegar pontos positivos, recentemente, eu falei que o Alemão não tinha entrado bem em uma das partidas. E uma galera ficou louca comigo porque tinha gostado dele. Desta vez, eu é quem curti sua entrada na segunda etapa. Digo isso não só pelo pênalti sofrido, mas sim pela mudança no estilo de jogo. Ele foi mais coletivo, deu bons passes, jogou coletivamente.
  • Mas o melhor em campo foi o De Pena. Ele fez o cruzamento pro gol do Jhonny e anotou o seu de pênalti. Fora isso, mudou a articulação da equipe na segunda etapa. Tanto é verdade que foram só duas finalizações no primeiro tempo e sete no segundo. A sua entrada foi fundamental.
  • E isso precisa ser registrado. Se o primeiro tempo foi todo do Bragantino, o segundo foi todo do Inter. E ai, como fez os dois gols, a vitória acaba caindo no colo do Mano. Porém, é preciso avaliar mais do que apenas uma partida. Se fizer isso contra outro time que saiba finalizar, já era.
  • De novo o Daniel tá saindo de campo fazendo milagre. Virou rotina isso já. Minha única grande bronca, como expectador de futebol, é porquê o Daniel precisa fazer uma cera danada, claramente fingir lesão, pedir atendimento, toda vez que tem uma chance de gol pro rival. É chato isso. É um jogo, ele atrapalha o bom futebol fazendo isso. Não concordo.
  • Queria registrar uma situação. No segundo tempo, Mano colocaria o Estevão e, na última hora, mudou pro Jhonny. Isso acabou sendo decisivo. O Jhonny fez o gol. Porém, é a segunda vez que o técnico chama um e muda de ideia segundos depois. Jogo passado chamou Heitor e depois meteu Wesley. Nesse, chamou Estêvão e acabou entrando Jhonny. Meio estranho mudar em segundos assim.
  • Enfim, teve a vitória, mas não dá pra se esconder dos problemas.

Ricardo Duarte/Inter

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