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Inter perde oito chances, Aguirre mexe mal, Galhardo isola pênalti e Olimpia avança na Libertadores

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Ricardo Duarte/Inter
  • A avaliação do jogo é bem simples de fazer: o Inter teve seis chances de gol no primeiro tempo e mais duas na segunda etapa. Uma com Galhardo, que bateu no lado de fora da rede e outra num pênalti perdido pelo Edenilson.
  • Sim, foi surreal o que vimos acontecer no Beira-Rio. No primeiro tempo, Yuri e Galhardo estiveram na cara do goleiro e chutaram em cima dele. Ainda teve o Taison que meteu uma na trave.
  • Mas o primeiro tempo foi de um futebol muito interessante. Até um fato ruim melhorou o time. Patrick sentiu a coxa, teve que sair, e o Maurício deu mais movimentação na meia, pelo lado esquerdo.
  • A real é que só existe um reparo para o time no primeiro tempo: os muitos gols perdidos. De resto, o time foi redondinho.
  • O problema foi o segundo tempo. Teve uma chance com Galhardo e depois o pênalti no Taison. E, sendo bem sincero, pra mim não foi pênalti. O cara mal encostou e, se tocou, foi um raspão de chuteiras quando já estava caindo.
  • E o pênalti acabou sendo péssimo. Digo isso porque, após o pênalti, o time do Inter simplesmente desabou. O Olimpia perdeu três chances de gol. Ainda teve um chute de fora da área que passou lentamente do lado da trave. Parecia em câmera lenta. Que coisa dramática. Olha, dava pra ter tomado uns dois após o pênalti perdido.

Bruno Méndez fez um partidaço. Foi o melhor jogador em campo pelo Inter, por incrível que pareça – Ricardo Duarte/Inter

  • Individualmente, Bruno Méndez foi o melhor em campo. O que jogou este cidadão. Todo lance parava nele. Bloqueou por cima, por baixo, se antecipou, fez de tudo. Hoje é, sem dúvidas, o melhor zagueiro do Beira-Rio. Tá levando o Cuesta nas costas.
  • Taison também fez uma baita partida até os 20 minutos do segundo tempo. Muita movimentação, intensidade, bons passes e inteligência para jogar. Olha, não duvido que tenha sido sua melhor partida desde o retorno. Depois, acabou cansando. Claramente, sentiu a parte física e não conseguia mais. Teve que sair.
  • Pela primeira vez, Yuri Alberto jogou bem, mesmo que atuando deslocado pela ponta-direita. O motivo disso é que foi um jogo de meia linha. Então, não precisava atuar como ponta marcador de lateral. Por estar sempre no ataque, acabou dando certo. Não é a tendência. Em outros jogos, não imagino que dê tão certo.
  • Por incrível que pareça, Galhardo perdeu o pênalti, mas não fez uma má partida. Perdeu muitos gols, é verdade, mas fez boas jogadas, deu assistências e tudo mais. O problema foi errar um pênalti na hora decisiva. Futebol é o resultado que tu produz. E a história vai mostrar que ele errou na decisão. Não tem como não ser responsabilizado.

Taison fez sua melhor partida desde que voltou – Ricardo Duarte/Inter

  • Patrick foi mal quando esteve em campo. A fase ainda não mudou.
  • O Inter não teve jogadas pelas laterais. Não com destaque pelo menos. Os cruzamentos chegaram a ser do Cuesta da intermediária. Heitor não foi brilhante, mas o Moisés não teve uma jogada que possamos destacar. Aliás, vale pros dois. Hoje, os alas ficaram devendo muito.
  • O Palacios ainda não estreou com a camisa vermelha. Tá muito distante da promessa de seleção chilena. Mais uma vez, entrou apagado. Já passou o período de adaptação, né? Tá na hora de cara começar a mostrar serviço, tem que justificar o investimento de 2 milhões de dólares.
  • Aguirre precisa ser lembrado. Tirou Heitor e colocou Boschilia. Meteu Edenilson de lateral sem nenhum necessidade. Depois, colocou o Vini Mello, centroavante, na saída do Taison. Palacios entrou na do Yuri. Ao invés de jogar o Yuri pra perto do gol, sacou ele. E o Caio Vidal, que era o titular, nem foi pra campo. Mudanças estranhas.

Assim como em 89, quando era jogador, Aguirre caiu novamente para o Olimpia – Ricardo Duarte/Inter

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