Inter
Inter joga muito por um tempo, Borré compromete perdendo gols, o castigo acontece e o drama segue
- Empate com gosto de derrota. Que mantém a preocupação do rebaixamento. A distância seguiu em três pontos do Z4, ocupada pelo próprio Santos. O drama é que, se tivesse vencido, empurrava o Santos e estaria quase que matematicamente fora de qualquer perigo. Até porque, eles pegam Sport e Juventude agora e o Inter tem Vasco e São Paulo fora. Ou seja, adversários mais complicados. A sorte é o último jogo ser contra o Bragantino, que não deve ter nada a brigar aqui no Beira-Rio.
- O Inter fez um primeiro tempo que só não foi perfeito porque perdeu muitos gols. De resto, teve a famosa vontade que todo mundo cobrava, foi muito bem organizado taticamente e teve o talento dos jogadores em campo também. Mas é preciso dizer que deveria ter sido uma goleada no primeiro tempo e ela não aconteceu. Foram 14 finalizações do Inter e nenhuma do Santos. Isso mesmo, nenhuma em 45 minutos.
- E o principal protagonista desses gols perdidos foi Rafael Borré. Ele participou do gol colorado, mas perdeu pelo menos duas chances claríssimas de gol. Em uma adianta com a cabeça e na outra finaliza mal, atrasando para o goleiro. Borré saiu vaiado pela torcida e não tenho nem como contestar isso. Teve lance dele tentando ajudar na defesa e acabou cruzando de volta para dentro da área do Inter. Coisa maluca.
- Em campo, a atuação foi muito boa. Principalmente no primeiro tempo. O Inter marcava alto, com Borré e Vitinho abrindo nos lados e o Alan Patrick subindo como atacante para fazer pressão na saída de bola santista. Não deixavam respirar.
- No meio, Thiago Maia centralizado, Bruno Gomes no tripé pela direita e Alan Rodríguez na esquerda. Deu muito certo. Principalmente pelo Alan Rodríguez. Ele ajudou o Bernabei na defesa e no ataque. Foi o jogador mais importante da partida. Pra mim, o melhor em campo.
- Não sei se por conta disso, mas o Alan Patrick reestreou com a camisa do Inter justamente nessa noite. Imagino que por ter melhor parceria no meio-campo. Jogou muito o Alampa, nessa noite. Não apenas pelo gol, pelos passes, cavadas e assistências.
- Em uma terceira linha, tem Thiago Maia que jogou bem, Vitinho que segue em ótima fase, imagino até que a melhor da carreira.
- O problema é que a máxima que mais funciona no futebol é aquela de “quem não faz, leva”. O Inter levou. Não fez e levou. Coisas das mais óbvias no futebol.
- Um outro problema é que o Emíliano (na prática, o treinador) demorou para tirar o Borré, que deveria sair no intervalo, e depois conseguiu desmanchar o Inter na metade da segunda etapa. De novo, sacou o Alan Rodríguez e entrou com Gustavo Prado em campo. Resultado? Perdeu o meio-campo. Mesma coisa que tinha acontecido em outro jogo. Repetiu o erro.
- No final, ainda tivemos que ver Romero entrando como salvador e até o Alan Benítez em uma troca que pouco ajuda na lateral. E isso nos leva a olhar o banco e ver que não tinha nada muito melhor à disposição. No máximo o menino Raykonnen. E isso é relevante.
- Resultado? Empate com efeito de derrota na tabela. O Inter segue tendo que brigar para não cair.
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