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Inter faz um baita jogo no Maracanã e consegue um resultado muito importante no campeonato

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Ricardo Duarte/Inter
  • Primeiro e antes de tudo é preciso dizer que foi um grande jogo. Baita partida de se ver. Foi um 0 x 0, mas com muita atração. Não foi aquele jogo ruim, parado, morno. Nada disso. O Fla poderia ter vencido e até o Inter. A lamentar é que o empate com gols poderia ter deixado a partida melhor. De resto, foi bacana.
  • Depois, é preciso reconhecer que a atuação foi muito eficiente na defesa e com uma estratégia muito boa pro ataque, que não deu certo por pouca coisa.
  • Sim, Keiller foi o melhor em campo. Tite, que estava no camarote, foi para ver Pedro e acabou vendo Keiller. Partidaça dele. Pegou tudo e todas que vinham. Hoje, joga para não sair mais. Tem que ser o titular, mesmo com o retorno do Daniel. Só lamento que, mais uma vez, um grande goleiro tá “acostumando” mal a torcida. Ele tá fazendo milagres e, quando não fizer, vão acusá-lo de falhar. Pode anotar. Porque não é sempre que o goleiro vai sair no abafa com o Pedro e vai levar. Ou vai defender cabeçada na pequena área. E o goleiro do Inter faz isso. Quando não consegue, dizem que falha.
  • Mas o fato do Keiller ter sido o melhor não coloca a atuação em risco. O Flamengo é muito forte, jogando em casa, é óbvio que irão ter chances. É quase impossível um time daqueles não criar duas ou três grandes chances de gol. Bem normal.
  • Até porque, a dupla de zaga foi qualquer coisa perto da perfeição. Melhor, o trio de zaga. No final, Moledo entrou e saiu limpando a área também. Vitão e Mercado foram perfeitos e foram a melhor dupla do momento. Porém, não tem como não aprovar o desempenho do Moledo. Em segundos no campo, faz desarmes por cima e por baixo como se estivesse jogando há tempos. Zagueiro não é problema.

Ricardo Duarte/Inter

  • Na real, problema eu vi dois. Primeiro no ataque. Alemão entrou numa fase um pouco ruim. Parece isolado e sem conseguir as mesmas jogadas de antes. Nem cria as oportunidades ou está bem para receber as bolas que recebia. Isso deixava o Pedro Henrique quase sozinho puxando o ataque.
  • Pode olhar, quase todas as jogadas eram de puxadas do Pedro, em velocidade, tentando surpreender ou driblar alguém e achar um passe, um cruzamento. Quando o PH saiu, acabaram as chances de gol. Virou só ataque do Flamengo.
  • Soma-se a isso Edenilson e Alan Patrick. Ambos morreram fisicamente no segundo tempo e o meio foi perdendo a bateria até quase acabar.
  • Mano viu isso e começou a mudar. Primeiro tentou três zagueiros, com Brian Romero e Alemão no ataque. Depois, viu que os dois meias tinham “morrido” e até tentou algo com Lucas Ramos e Estêvão. Não deu muito certo.
  • Nessa altura, o Flamengo já estava com Matheuzinho e Cebolinha nas pontas metendo pressão pra achar um gol. Por sorte/competência da zaga colorada, o Inter se protegeu.
  • Por isso que eu disse que o empate foi justo. Afinal, o Inter defendeu super bem e foi “quase bem” no ataque.
  • No fim, o ponto conquistado é bom. Agora, são três de distância para o terceiro colocado Fluminense. O Palmeiras tem a chance de disparar ainda mais? Tem, mas eles já são os campeões. Acabou. Negócio é garantir um vice-campeonato, que é um baita negócio.

Ricardo Duarte/Inter

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