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Inter conseguiu criar sua própria crise

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Ricardo Duarte/Inter
  • Bom, o começo de temporada, em números, é negativo. Em seis jogos, são quatro empates e duas vitórias. É insuficiente. E, desta vez, não tem como falar de gramado.
  • Avaliando a partida, o primeiro tempo foi muito interessante. A melhor atuação até agora. Com Pedro Henrique de centroavante novamente, ele faz um lance individual e faz o gol do 1 x 0. Gol esse que estava impedido, diga-se. Como não tem VAR, a arbitragem tem um desconto, mas o gol foi irregular. O PH estava adiantado.
  • Mesmo assim, o problema não foi o primeiro tempo. A atuação estava bem ajustada, lembrando a temporada passada, atacando o tempo todo. Faltou fazer mais gols, mas o ajuste de time estava dando expectativa de melhorias. Parecia que finalmente tinham encaixado.
  • O problema foi no segundo tempo. Os caras simplesmente voltaram desligados. Começaram a administrar cedo demais a vantagem, que era mínima, e se complicaram. Em dois ataques, três minutos, o Caxias fez dois gols e aí é que foram acordar.
  • Sim, essa é uma coisa que não dá pra entender em jogadores de futebol. Eles desligam o disjuntor e precisam tomar dois gols para agilizar jogadas. Não tem como entender o porquê esperar.
  • Mano, começou a colocar jogadores em campo mesmo antes do gol de empate porque viu que o time precisava. Entraram, Alemão, Lucas Ramos, Estêvão, Lucca e até Baralhas, que é mais volante. Todo mundo foi entrando. Em certo momento, tinham dois centroavantes, mas o negócio nem era tático ou técnico, era desligar um disjuntor.

Ricardo Duarte/Inter

  • Bustos tá devendo muito futebol. O que ele entregou ano passado, não tá entregando agora. Desde o primeiro tempo dava pra ver que não era o mesmo cara.
  • Johnny foi outro que acabou vaiado porque não tá nem perto do meia com destaque de antes. Não sei se foram as especulações europeias ou só um começo estranho de temporada. Fato é que, neste ritmo, o Baralhas vai passar por cima dele rapidinho.
  • Para o Maurício, a avaliação é bem parecida. Quase idêntica. A diferença é que, pra ele, não tem reposição. Aliás, falta um camisa 8, um meia pela direita, para substituí-lo.
  • De Pena foi um dos poucos que se salvou nos 90 minutos. Ele é a sustentação do meio. E fez até o cruzamento para o Alemão completar.
  • Sim, Alemão voltou a marcar. Faltou sorte num primeiro lance, onde ele cabeceia na trave e a bola, por azar, vai pra mão do goleiro. Depois, fez gol de centroavante, na pequena área, empurrando a bola pra rede.
  • Não dá pra livrar o Mano de todas. Podemos até dizer que o banco não é dos mais experientes, que faltam melhores jogadores. Ok, é um ponto de vista. O que não podemos negar é que Mano é o treinador, ele é o chefe. Tá na barca. Se o time desliga o disjuntor, se tem desorganização e até se tem poucas contratações, ele tá junto com a diretoria. Mano não é imune a criticas. Penso que o mínimo é dizer que ele tem sua parcela.

Ricardo Duarte/Inter

Setorista da dupla Gre-Nal. Torcedor do Tottenham e do Real Madrid. Fã de futebol inglês.

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