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Inter amassa, quase goleia no primeiro tempo e vence Gre-Nal com soberania no Beira-Rio

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Ricardo Duarte/Inter
  • Olha, era pra ter sido 4 x 0 só no primeiro tempo. O Inter jogou o que não tinha jogado até agora. Foi dominante, como queria o Medina. Jogou na pressão, no campo de ataque, com 70% de posse de bola. O único erro da primeira etapa foi não ter feito mais. De resto, tudo funcionou como jamais tinha funcionado.
  • Medina apostou em repetir o time que tinha jogado no final de semana. Só Moisés foi o ala na vaga do PV. De resto, seguiu com Maurício no meio e David de centroavante. Wesley Morais foi banco.
  • E o jogo finalmente aconteceu, mas aconteceu porque os dois volantes dominaram as ações. Gabriel foi super bem, agora, o Liziero foi o cara que organizou a casa no meio. Olha, ainda é muito cedo pra cravar. Porém, não duvide se estiver aparecendo uma nova dupla de volantes titular. Gabriel é destro, Liziero é canhoto. Até nisso se completaram.
  • Bustos apareceu. Legal ver que ele dominava a bola em um toque e ajeitava pra cruzar imediatamente. Ótima virtude pra um lateral. O gol nasceu de um cruzamento dele. Cruzamento, aliás, que ele sequer ajeito pra bater. Pegou de primeira. Você pode pensar que é bobagem, não é. Os detalhes fazem toda diferença. Um toque a mais ou a menos muda uma partida.

Liziero foi o dono do meio, o melhor em campo – Ricardo Duarte/Inter

  • Em uma linha um pouco mais abaixo, Moisés foi protagonista. O Vuaden mal tinha apitado e já tinha finalização perigosa dele.
  • Maurício foi novamente uma peça importante. Puxa ataques, troca passes e finalizou com perigo. Ganhou, na bola, a titularidade.
  • Ainda nessa batida, o Kaique Rocha ganhou sua titularidade e justificou ela.
  • Tô bem dividido sobre o David. O gol foi dele. E é o segundo gol decisivo, marcou o gol da vitória contra o Aimoré e no Gre-Nal. Isso é super relevante. Mesmo assim, ainda penso que a formação ideal teria um centroavante na área. Mais, se tivesse um camisa 9 finalizando as oportunidades, tinha sido goleada no primeiro tempo. Até porque, o gol dele foi de ponta entrando na área.
  • Taison saiu no intervalo pra entrada do Boschilia. E isso fez toda a diferença do primeiro pro segundo tempo. Seguramente fez diferença. Mesmo jogando quase como um ponta pela esquerda, seu ritmo era intenso e dava o pique do time.
  • Edenilson saiu de campo com alguma vaia da torcida. E eu não sei se foram merecidas. Ele não jogou como a gente sabe que joga, tudo bem. Agora, vaiar é meio demais. Foi dele o passe pro Bustos, que originou o cruzamento. Fora isso,
  • Bom, não tem como negar que o segundo tempo foi várias rotações abaixo do primeiro. Por questões físicas e pelo Taison. Mesmo assim, o Inter sempre teve o jogo sob controle.
  • No final da partida, os jogadores foram abraçar o Medina. Isso foi um sinal claro que todo mundo tem noção da chance de demissão dele.
  • É inegável que foi o melhor jogo do Inter na temporada. É inegável que as coisas aconteceram. E isso é muito, mas muito, mas muito positivo. Eu só não consigo entender o porquê não é sempre assim. Porque os caras tão meio que escolhendo o jogo pra jogar.

Bustos foi bem pra caramba e deu assistência – Ricardo Duarte/Inter

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