Grêmio
Tem muito jogandor devendo no Grêmio
- Derrota que deixará a parada da data FIFA com ainda mais responsabilidade de estabilizar esse time. Nos últimos quatro jogos, dois empates, uma vitória e uma derrota. Campanha bem irregular. Muito mais do que a gente imaginava.
- Luis Castro começou jogando com o mesmo tripé no meio, dois pontas e um centroavante. Só que não deu nada certo. Afinal, diversos jogadores não conseguiram jogar nem perto do que deveriam.
- O mais comprometedor foi o Balbuena. Ele não conseguia voltar correndo para marcar e muito menos sair jogando. Nenhuma das duas é sua especialidade. Nunca foi veloz para percorrer os 50 metros que um zagueiro precisa com o Castro e nunca foi o cara de sair organizando time. Ou seja, deixou espaços e ainda dava a bola para o adversário.
- Tetê foi o segundo pior nesse jogo. Não lembro de nenhuma jogada produtiva sua na ponta-direita. Pelo contrário, parecia faltar confiança e ambição. Não ia pra dentro, não driblava ou tentava algo diferente. Fica difícil defendê-lo, mais uma vez. Não preciso ser extremista e dizer que o Tetê não dará certo no Grêmio. Não é isso. Aliás, é bem cedo para isso. Agora, estamos avaliando o que temos para analisar até aqui. E, até hoje, não justificou sua vinda.
- O Grêmio toma um gol do Cuiabano. Isso tá meio que escrito no regulamento das competições. Parece que sempre que o Cuiabano jogar contra, vai marcar. Quatro jogos e quatro gols. Negócio impressionante.
- Mas avaliando um pouco mais a fundo a história, a gente vê que tem coisas como o Caio Paulista entregando a bola num cruzamento errado, o Pavón desabando na marcação e Balbuena errando nos gols.
- As coisas melhoram um pouco quando o Grêmio acha um gol. Sim, achou. Uma bola que o Léo Pérez mete pra frente, o Nardoni divide e o Carlos Vinicius bate girando pro gol. O famoso gol achado. Não teve grande jogada trabalhada.
- O Vasco sentiu o gol. E ali o Arthur começou a crescer. Arthur também foi bastante apagado até o gol gremista. Marcado, é verdade, mas ele não poderia se esconder na marcação. Demorou a ver isso. Só foi melhorar quando recuou quase para primeiro volante e começou a distribuir jogo mais atrás.
- Amuzu não fez nem de perto uma das suas melhores partidas. Fiquei pensando se foi porque mudou a parceria. Antes era o Marlon e agora o Caio Paulista. O Caio é muito mais ofensivo e obriga o Amuzu a virar quase um meia centralizado. Diversas foram as vezes que vi o Belga/Ganês como se fora um meia nas entrelinhas pedindo a bola. Isso sempre aconteceu, mas agora foi bem mais. Ainda não tenho opinião formada se isso vai dar bom.
- Detalhe que o Grêmio teve duas chances que poderia empatar e, com otimismo, até virar o jogo. Pavón fez jogada de Carlos Alberto Torres no fim do primeiro tempo e Braithwaite perdeu um gol feito na grande área, no final do segundo. Se quiser ser bondoso, o Enamorado também perdeu um, no lançamento do Caio Paulista. Teve chance pra coisa melhor.
- Ficou claro que as individualidades não ajudaram nessa partida. Balbuena, Tetê, os próprios Nardoni e Leonel, não jogaram o que podiam. E aí é justo colocar na do treinador, afinal ele é o chefe e comandante de tudo, mas os jogadores também precisam jogar um pouco mais, né?
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