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Renato reinventa o Grêmio e consegue classificação com ares dramáticos diante do Cruzeiro

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Lucas Uebel/Grêmio
  • Uma classificação dramática, mas que teve méritos pela estratégia. O Grêmio soube fazer seu gol e ser muito eficiente na marcação e mérito até em parar o jogo. Não dá pra dizer que foi um crime, bem pelo contrário, o que aconteceu no Mineirão.
  • O Grêmio passou, mas também não vamos negar os riscos, né? Foi um susto atrás do outro, principalmente depois que o Renato tirou o Suárez. A partir dali, foi se fechar e torcer pro Cruzeiro não encaixar uma bola. Acontecesse isso, tudo estaria acabado.
  • Renato começa numa espécie de 3-4-2-1, com Cuiabano de grade novidade. E, assim, bem retrancado, Renato conseguiu parar o Cruzeiro. Ficou um jeito de jogar seguro lá atrás e com boa saída de contra-ataque. Isso exige um nível de inteligência dos meias muito alto na hora de escolher o que fazer com a bola, mas é uma boa solução.
  • O Cruzeiro, claro, teve uma ou outra oportunidade. E, quando tiveram, o Gabriel Grando salvou. Ele pegou umas três ou quatro. Fez uma partida maravilhosa, mais uma vez. Hoje, sua titularidade se explica no campo. Não há motivos para tirá-lo.
  • Quando não conseguiu, o Bruno Alves salvou em cima da linha. O trio de zaga foi, novamente, muito bem. Renato descobriu uma nova e, pelo menos até aqui, eficiente forma de jogar com estes três defensores.
  • Suárez e Villasanti definiram o jogo. Suárez pela assistência, Villa pela finalização. Hoje, os dois melhores do time. Até o Bitello caiu um pouquinho a questão técnica, mas compensa no pulmão, na movimentação. Por isso, meu trio de melhores em campo fica com Suárez, Villasanti, Grando e Bitello.
  • Fiquei com um pouco dividido com o Cuiabano. Ele quase deu o segundo gol para o time, mas teve várias outras escolhas erradas. O Suárez ficou enlouquecido diversas vezes. Era só passar e ele enrolava. No combo, fiquei mais incomodado do que qualquer outra coisa com a atuação dele. Porém, acredito que o fôlego dele pode ser fundamental para esse estilo de jogo dar certo.
  • Antes que falem, eu também achei mega injusto a anulação do gol em um primeiro momento. Há uma segunda câmera, que mostra o braço dele pegando nas costas, que me deixou um pouco na dúvida se ele empurrou de fato. De qualquer maneira, achei muito mais teatro do zagueiro do que falta.
  • Mais um jogo com uma posse de bola baixa. 26% apenas. Foi assim no Gre-Nal e contra o Athletico. É uma nova forma de atuar. Teremos que acostumar. Tá sendo eficiente. É o plano C do Renato. Não sei quanto tempo mais irá perdurar, mas é o melhor pro momento. Do jeito que jogou aqui, não ia ter como. Em duas semanas, Renato redescobriu um time. Merece seu mérito.
  • Dito isso, precisamos registrar que é o típico jogo que agrada quem venceu, mas irrita quem perdeu. Explico, tô falando das muitas faltas, das muitas ceras feitas, das tantas vezes que praticou antijogo. Sim, o Kannemann fingiu estar sem ar, o Grando pediu atendimento por nada e os caras ficaram lá no cantinho matando tempo. Quando foi contra, diante do Brasil de Pelotas, Renato reclamou uma barbaridade, ameaçou não jogar o Gauchão mais. Desta vez, foi ele quem fez. Futebol tem destas.
  • Enfim, Grêmio mostrou muita força nesta noite. Tá classificado. Como disse, não sei até onde essa forma de jogar irá, acredito que com as voltas do Pepê e melhora do Cristaldo, Renato pode repensar. Pra esse duelo, foi muito eficiente. O Grêmio passou.

Lucas Uebel/Grêmio

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