Grêmio
Os novos acordos para saídas de jogadores, os mais de R$ 100 milhões da liga e R$ 12 milhões em atrasos
- Começando pelas saídas. O Tricolor chegou a 21 nomes que deixaram o elenco. E a informação mais recente envolve Franco Cristaldo. Primeiro se falava em Toronto FC, depois surgiu o Atlanta United FC, mas agora o destino encaminhado é o Talleres de Córdoba.
- Cristaldo rescinde com o Grêmio e vai para o clube argentino. O Tricolor tinha cerca de 4 milhões de reais a pagar até o fim do ano. O que foi feito? Alongamento e readequação. A economia não é gigantesca, mas existe. É muito parecido com o modelo aplicado no caso de Gustavo Cuéllar.
- No caso do volante, a conta era pesada: aproximadamente 4 milhões atrasados mais 16 milhões até o fim do contrato, algo na casa de 20 milhões brutos. Com a rescisão e a economia tributária — INSS, encargos trabalhistas, seguros — esse valor cai para algo próximo de 15 milhões. O clube não “ganha” dinheiro, mas reduz impacto e limpa a folha. A lógica vale também para Cristaldo.
- Outro nome é Aravena, já apresentado no Portland Timbers. Ele vai por empréstimo, tentando recuperar desempenho. A negociação foi ajustada nas últimas horas e, se houver compra definitiva, o valor gira na casa de 3,5 milhões de dólares pelo percentual gremista — algo próximo do que o Grêmio investiu na contratação. Mas tudo depende de performance.
- Agora, a bomba estrutural: liga. O Grêmio discute saída da Libra para migrar à Liga Forte. A direção atual não está satisfeita com termos negociados lá atrás, ainda na gestão de Romildo Bolzan Jr., contrato posteriormente assinado por Alberto Guerra.
- Entre os pontos de incômodo estão divisão de receitas, impacto de acessos da Série B e concentração de poder. Caso vá para a Liga Forte, o Grêmio pode receber cerca de 110 milhões de reais agora, mas em troca venderia 10% dos direitos de TV por 50 anos a um fundo parceiro — modelo semelhante ao feito pelo Inter.
- É aí que mora o debate: 110 milhões entram no caixa imediatamente, ajudam no fluxo, mas comprometem meio século de receitas futuras. O Conselho Deliberativo deve discutir isso nos próximos dias. É decisão que impacta gerações.
- E fechando com patrocínio: o Grêmio tenta costurar acordo com a Alfa. A proposta construída é simples: paga os 12 milhões atrasados e o clube abre mão da multa rescisória. Ninguém judicializa, ninguém trava receita por anos. O Inter, por sua vez, adota postura diferente e segue negociando em outro tom.
- Existe ainda um ponto delicado: a Alfa alega descumprimento contratual por parte do Grêmio, especialmente pelo uso de novo patrocinador enquanto o vínculo anterior ainda estava em discussão. Se virar ação judicial, pode se arrastar por anos. Por isso a tentativa de acordo imediato.
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