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O comunicado que a direção vazou sobre reforços e de onde saiu o dinheiro para contratar

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  • O Grêmio trata a janela como praticamente encerrada. Nos bastidores, um dirigente importante afirmou à imprensa que o clube não pretende mais contratar. A chegada dos volantes Juan Nardoni e Leonel Pérez é tratada como o fechamento do ciclo de reforços neste momento, salvo alguma oportunidade muito específica de mercado, especialmente para a lateral direita.
  • Leonel Pérez já está em Porto Alegre desde o fim de semana e a direção garante que o anúncio é apenas uma questão burocrática. Nardoni desembarcou na segunda-feira e já foi oficializado. A leitura interna é de que o elenco está fechado e que o clube só voltaria ao mercado se aparecesse uma chance considerada irrecusável. A comparação feita por Luís Castro na coletiva foi a de alguém que entra no shopping sem intenção de comprar nada, mas encontra uma oferta inesperada: só assim o Grêmio voltaria a se mexer.
  • O nome de um meia clássico, o chamado “camisa 10”, nunca foi prioridade do treinador. Essa sempre foi mais uma ideia de parte da direção do que uma exigência técnica. Luís Castro já deixou claro que prefere um modelo sem o armador tradicional, citando exemplos de grandes clubes europeus que jogam com meio-campo mais dinâmico, sem a figura do 10 fixo. Por isso, a tendência é que qualquer busca por esse perfil fique para a janela do meio do ano.
  • Financeiramente, as duas contratações representam um investimento alto. O Grêmio confirma que pagou cerca de US$ 2,5 milhões por 50% de Leonel Pérez, junto ao Huracán, enquanto Juan Nardoni custou US$ 8 milhões fixos, com possibilidade de mais US$ 2 milhões em bônus por metas. É uma das maiores operações recentes do clube para a posição de meio-campo.
  • A diferença de valores divulgados entre Brasil e Argentina se explica pela questão tributária. Parte da divergência vinha do cálculo de impostos que o Grêmio assumiu na operação. O valor total para o clube inclui essas taxas, enquanto do lado argentino a conta era apresentada líquida.
  • O pagamento não será à vista. O clube estruturou a operação com garantia bancária ligada ao empresário Celso Rigo, que viabilizou a entrada financeira. Na prática, o Grêmio assume um empréstimo com respaldo dessa garantia e projeta quitar parcelas maiores a partir de 2027, quando espera ter a situação financeira mais equilibrada.
  • A direção afirma que já pagou cerca de R$ 100 milhões em dívidas herdadas da gestão anterior, usando receitas recentes como a venda de jogadores e a reorganização da arrecadação da Arena. Além disso, o clube antecipou aproximadamente R$ 73 milhões ao negociar uma fatia dos direitos de TV dentro do acordo da liga. A aposta é que essa antecipação sirva para aliviar compromissos urgentes agora e permita planejar os pagamentos das contratações no médio prazo.
  • O movimento é arriscado, mas calculado: investir forte em reforços imediatos, reorganizar dívidas antigas e empurrar parcelas maiores para um momento em que o clube acredita estar financeiramente mais saudável. É essa engenharia que explica por que o Grêmio conseguiu fechar duas operações grandes em tão pouco tempo e, ao mesmo tempo, considera a janela encerrada.
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