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Mesmo com tensão, injustiça com arbitragem e vários jogadores apagados, Grêmio bateu o Palmeiras

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Lucas Uebel/Grêmio
  • Uma vitória gigantesca do Grêmio. Daquelas pra marcar o tamanho da campanha que o clube está fazendo neste Brasileiro. O Grêmio vence o Palmeiras, volta para a terceira posição e se posiciona novamente como protagonista para a vaga direta. E, não, mesmo com essa vitória, não acredito em título. O negócio vai ser G4 mesmo. O Botafogo tá a oito pontos. Não tem como e com uma rodada a menos.
  • Renato apostou praticamente no mesmo time que pegou o Corinthians. Aliás, todas as estratégias foram iguais. Se a gente olhar, foi a mesma escalação, as mesmas mudanças no intervalo e até a primeira do segundo tempo foi igual. Renato começa com Nathan e Cristaldo, mas troca por Ferreira e Galdino no intervalo. Depois, saca João Pedro e vai de André Henrique.
  • O Palmeiras teve mais posse, bem mais finalizações, mas quem fez o gol foi o Grêmio. João Pedro, que faz uma temporada incrível, salvou a galera. Ele tabela com Villasanti e Suárez pra finalizar na grande área. Ainda não entendi porque Renato coloca o Fábio pra jogar. Tão nítido que ele é melhor. 
  • Suárez deu mais uma assistência. É aquela história, o cara é tão bom, tão bom, tão bom, que mesmo quando não é brilhante, ajuda a resolver. Não foi nenhuma exibição de gala, mas tem mais um número importante pra estatística. Eu seria injusto se não citasse isso.
  • Grando merece todo o reconhecimento pela temporada que faz. Mais uma vez, foi fundamental para o resultado. Pegou chute frente a frente com ninguém mais ninguém menos que o Raphael Veiga. O ano dele é de colocar em um quadro. Acredito que agora a desconfiança de boa parte da torcida esteja desaparecendo. 
  • Tem uma lista de caras apagados. O próprio Villasanti não foi o brilho de antes. Só que o Nathan e o Cristaldo se superaram em estar apagados no meio. Soma-se a eles o João Pedro Galvão e temos um trio do meio pra frente que não teve nenhum protagonismo. Fica difícil deste jeito. Não fosse a jogada individual de um lateral, não teria vitória. Se dependesse dos meias e dos outros atacantes, Suárez não ganharia muita coisa lá na frente.
  • André Henrique entrou no segundo tempo, na vaga do JP Galvão. E, de novo, jogou um gol fora. Tinha sido assim contra o Bragantino e agora num contra-ataque puxado pelo Suárez. Desta vez, não fará falta, mas é outra chance perdida por quem precisa convencer a direção que merece ficar em um clube grande. Tá bobeando.
  • Dito isso, o Grêmio soube entender que os caras eram melhores e jogar pra passar por cima disso. É claro que eles tiveram bola na trave e várias chances, são o Palmeiras, mas o Grêmio foi humilde e venceu na estratégia. No talento, não teria como. Saber lidar com isso faz toda diferença.
  • E que jogo cheio de tensão! Teve Reinaldo brigando com Gustavo Gomez no intervalo, teve jogadores se empurrando em campo, Abel Ferreira saindo mais cedo para o vestiário dizendo que estava sendo roubado e até o vice de futebol gremista discutindo com integrantes do Palmeiras e arbitragem. Que bela confusão para um jogo normal de Brasileirão, que na teoria não teria grande emoção. Pois teve.
  • Bom, vamos lá. É um saco todo jogo ter que falar de arbitragem. Eu destesto. Detesto mesmo. Penso que aqui no futebol brasileiro diversos profissionais se escondem atrás. Mas como o Abel Ferreira e até o Antônio Brum tornaram o árbitro protagonista, vou dizer o que penso. E o que penso é simples: ninguém tem razão pra reclamar. Não teve nada demais. Villassanti foi expulso pelo merecido segundo amarelo e o árbitro deu 8 minutos de acréscimo proque o Grêmio fez cera. Segue a vida. 
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