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Grêmio

Luís Castro tem muito a explicar sobre o que aconteceu com o Grêmio no Morumbi

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  • O Grêmio perdeu por 2 a 0 para o São Paulo no Morumbi em um jogo que, pelo volume apresentado, poderia ter terminado com placar bem mais elástico. A vitória paulista saiu barata. O time de Luís Castro praticamente não criou chances claras e o goleiro Rafael passou a noite como espectador. Não houve defesa difícil, não houve pressão, não houve sequer uma sequência ofensiva que colocasse o São Paulo em desconforto. Para um time que vinha de atuação empolgante contra o Botafogo, a queda de produção acende um alerta inevitável.
  • O problema começou na escalação. Luís Castro optou por Edenilson como meia centralizado, repetindo uma tentativa que já havia dado sinais de não funcionar. Ao lado de Noriega e Arthur, o meio-campo ficou pesado, sem criação e sem chegada. Edenilson afundou junto com o time, que não conseguia sair jogando nem acelerar a transição. O São Paulo cresceu naturalmente na partida e o gol parecia questão de tempo. O pênalti marcado em cima do Weverton pode até gerar debate, mas nasce de uma ação desnecessária. Mesmo que a arbitragem seja discutível, o Grêmio já estava sendo pressionado e a vantagem paulista era previsível.
  • No segundo tempo, a situação piorou. Wagner Leonardo cometeu erro grave, fez falta imprudente e acabou expulso. Com um jogador a menos, o mínimo esperado era organização defensiva. Duas linhas de quatro são o fundamento mais básico para sobreviver nessas circunstâncias. O Grêmio não conseguiu. A equipe se desorganizou, cedeu espaço e sofreu o segundo gol justamente em jogada nas costas do sistema defensivo, após aceleração de Lucas Moura e cruzamento para Calleri finalizar.
  • Individualmente, quase ninguém escapou. Arthur sumido, Tetê sem influência, ataque isolado. A substituição de Carlos Vinícius por André Henrique simbolizou o momento: o time já parecia derrotado emocionalmente. A única leitura possível é preservação física, porque tecnicamente não havia justificativa para retirar o principal jogador ofensivo quando o time ainda precisava reagir.
  • O retrato final é de uma atuação muito abaixo do aceitável. O 2 a 0 não traduz totalmente a superioridade do São Paulo. Ainda assim, o cenário não é de terra arrasada. Não se trata de pedir demissão de treinador ou ruptura radical, mas a análise é clara: Luís Castro foi mal nas escolhas e o Grêmio apresentou um dos seus piores jogos na temporada. A resposta agora precisa vir em campo, porque desempenho desse nível transforma qualquer vitória anterior em ponto fora da curva.
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