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Craque do campeonato, Diego Costa deu o título para o Grêmio

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Lucas Uebel/Grêmio
  • O nome do campeonato é Diego Costa. Em seis jogos apenas, foi o craque do Gauchão. Sem nenhuma dúvida, o melhor de toda a competição. A entrada dele no não só o fez substituir o Suárez a altura, ele mudou todo o rumo de todo o time. Deu uma referência, um líder, um respeito e, óbvio, um baita de um jogador. Um cara que fez gol finalizando na entrada da área, que faz o pivô e entrega pro Nathan Fernandez ou até puxa contra-ataque com o calcanhar. Jogadoraço. É verdade que tem uma personalidade que vou te contar. Ele briga com todo mundo, agarra os zagueiros, peita os adversários e depois abraça. O cara fez de tudo nestes poucos jogos. Diego Costa é o nome, o personagem desta conquista.
  • Cristaldo não é meia. Cristaldo é segundo atacante. Não, ele não é o meia argentino, camisa 10 clássico. É, no mínimo, o meia-atacante, o cara que tem que chegar na área pra finalizar. Basta olhar o jogo desta tarde. Foi mais uma exibição que ele mostra sua vocação em estar bem posicionado pra finalizar bem, estar onde a bola está. 
  • Ainda como destaques, tem o Villasanti que é dono do meio-campo, o que corre sem parar, que se dedica na defesa e no ataque.
  • Pepê dá sinais de evolução. Ainda não é o que a gente viu no comecinho da temporada passada, mas foi melhorando.
  • João Pedro é indiscutivelmente o lateral titular. 
  • Pavón também apareceu quando foi preciso. Deu mais uma assistência. É viciado em assistência. Que belíssima contratação. Pro Renato que implorava por pontas rápidos, tá aí um belo de um exemplar.

Lucas Uebel/Grêmio

  • A volta do Geromel pra conquistar o título é simbólica. Essa é a última vez que a gente vai ver Geromel e Kannemann erguendo um Gauchão. É possível (não sabemos ainda como vai ser a temporada) que seja a última conquista dessa dupla. E o Geromel jogou demais. Como sempre. Eu insisto que o problema não é ele. É o sistema de proteção da defesa. Ele, faz sempre as coisas bem. Hoje, seu único “defeito” é a insegurança de nunca saber se poderá contar com ele por questões físicas. 
  • Soteldo em campo me faz lembrar que ainda tem margem pra evoluir. Ainda tem bons jogadores que podem agregar. Ele e o Carballo são as esperanças de evolução. Claro que é preciso mais, mas dentro deste elenco há o que avançar.
  • Ah, o Diego Costa ainda deu um gol pro Nathan Fernandes no final. Tá nítido que o Nathan ainda não tá jogando o que sabe, o que pode. É uma fase de adaptação ao profissional. Um gol em final dá sim um tamanho, é uma sensação, uma experiência, que pode ajudá-lo imensamente. Bola, esse guri tem.
  • É super legal ver o goleiro Caíque feliz por conquistar seu primeiro título, conhecer a realidade de um clube tão grande, com uma Arena lotada. Mas ele tá dando umas inseguranças que vou te contar. Não penso que o gol do Ju seja culpa dele, até penso que ele fez o que poderia e tal. Só que aquela insegurança dos goleiros anteriores agora está com ele. Parece uma coisa de louco. Nenhum goleiro tá conseguindo passar a tranquilidade que, penso, seja necessária. Aliás, apostaria com você que o Marquesín vai ser o titular na Libertadores.
  • Em linhas gerais, o jogo precisa ser analisado com calma pelo Renato. O Juventude foi muito superior no primeiro tempo. Fez seu gol e dominava as ações. A cara do Renato na beira do gramado indicava isso. Aliás, ele estava ganhando já e foi pistola pro vestiário. A diferença na vitória foi a qualidade e, claro, a força da torcida. O Grêmio jogava mal, bem pior que o Ju, mas no seu talento, no talento do Pavón e do Cristaldo, conseguiu o empate. E aí, a força dos quase 55 mil empurrou e fez a pressão pro Diego Costa virar. O título não pode esconder que essa análise precisa ser feita.

Lucas Uebel/Grêmio

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