Grêmio
A reflexão que todo torcedor gremista precisa fazer, principalmente pelo que tá acontecendo no Inter
- O empate do Grêmio em 1 a 1 com a Chapecoense, fora de casa, deixa uma sensação bem clara: não é crise, mas também está longe de ser o que se esperava.
- E isso é o principal ponto.
- Não existe, neste momento, qualquer cenário de demissão do técnico Luís Castro. Não é terra arrasada. Mas é o segundo jogo seguido em que fica aquela impressão de que dava para ter feito mais. Contra o Bragantino, em casa, era jogo para vencer. Agora, contra a Chapecoense, também.
- O Grêmio foi lá e facilitou a vida do adversário.
- O gol da Chape nasce de um erro completamente evitável. Cristian Pavón tenta afastar, não consegue, e a jogada termina em pênalti cometido por Viery, num lance que não exigia esse tipo de decisão. Foi um presente.
- Depois, o próprio jogo tratou de “devolver” o favor. O goleiro da Chapecoense falha e entrega o empate praticamente de mão beijada.
- Ficou nisso. 1 a 1.
- Só que o problema maior vem no segundo tempo. O Grêmio não consegue crescer, não consegue se impor, não transforma o jogo em algo que justifique a diferença de investimento entre os clubes.
- E aí entra um ponto importante: expectativa.
- Hoje, o Grêmio está ali na parte de cima da tabela, entre sétimo e oitavo lugar. Não é uma campanha ruim. Mas também não é uma campanha que empolga. Principalmente quando se olha para concorrentes como São Paulo, que já abriu vantagem considerável.
- Não se está falando em título. Mas dava para estar mais perto.
- Luís Castro manteve a estrutura da equipe. Mesmo sem Arthur, repetiu o tripé no meio-campo, com Noriega, Nardoni e Monsalve. A ideia é clara, mas o rendimento ainda oscila.
- Alguns jogadores até aparecem.
- Nardoni faz o gol, embora muito mais por erro do adversário. Amuzu tenta alguma coisa. O time tem momentos. Mas falta consistência.
- E outros nomes começam a entrar em pauta.
- Tetê, por exemplo. É um jogador caro, com expectativa alta, e ainda entrega pouco. Teve um momento melhor no segundo tempo, inclusive acertando o travessão, mas ainda é abaixo do que se espera.
- As mudanças também não mudaram muito o cenário. Enamorado entrou e pouco produziu. Já o Mec teve uma participação mais interessante. Willian, que tanta gente pede, também não conseguiu impactar.
- E fica aquela sensação: talvez esteja faltando testar mais.
- Um nome que surge nesse contexto é o de Thiaguinho. Um jogador que já foi preservado em outros momentos e que poderia começar a receber mais minutos, principalmente em jogos como esse.
- Mas no fim das contas, tudo volta para o mesmo ponto: expectativa versus realidade.
- O Grêmio tem uma folha alta, perto dos R$ 25 milhões só no futebol. É investimento de time que precisa entregar mais dentro de campo. Jogos como contra Bragantino e Chapecoense eram oportunidades claras de somar pontos e se colocar em uma posição mais forte na tabela.
- Não aconteceu.
- E aí entra um erro comum: olhar para o rival.
- O Internacional vive um momento muito pior, lá embaixo na tabela. Só que isso não pode servir de parâmetro. Se a comparação for essa, qualquer coisa parece boa.
- Mas não é esse o nível de exigência.
- O Grêmio pode mais. Deveria estar mais acima. Poderia ter uma pontuação melhor. Poderia, principalmente, passar uma sensação diferente dentro de campo.
- Não é crise. Mas já começa a ser um alerta.
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