Grêmio
A proposta feita pelo Grêmio na CBF, a regra que pode começar a valer e as dívidas por jogadores contratados
Resumo de informações do presidente Guerra no Band Sports:
- Independente do caso do Grêmio, vê o fato do procurador do STJD colocando o assunto da retirada dos cartões com muita aprovação porque mostra uma mudança de mentalidade do futebol brasileiro.
- Discorda que isso traria uma insegurança jurídica, que cada jogo seria contestado. Isso é uma excepcionalidade, em casos muito especiais, como foi no caso do Bragantino, no Flamengo, na Conmebol e até do zagueiro Dedê, lá atrás.
- A justiça não pode perpetuar o prejuízo. Já foram os pontos e ainda teriam o prejuízo da suspensão dos dois atletas, além deles irem pra julgamento, que poderia causar um terceiro prejuízo.
- Não acredita que a partida pode ser anulada. Não é essa a intenção. O Grêmio vê é um movimento para falar de arbitragem. Quer ajudar com propostas para que situações como essa não aconteçam.
- Precisam adotar medidas radicais para melhorar a qualidade dos árbitros a médio e longo prazo. Mas alguma coisa precisa ser feita imediatamente para que não se tenha suspeitas sobre a competição.
- A profissionalização não é só ter a carteira que o árbitro vai apitar melhor. Tem que ter uma arbitragem nacional, hoje, cada árbitro apita pelo seu estado. Têm 27 estados e cada um tem sua forma de interpretar a regra. O Brasil é continental. Tem que haver um projeto de médio e longo prazo para unificar essas regras, investir em infraestrutura, aumentar a carga de horário dos treinamentos e até melhor remuneração dos árbitros. Isso tudo foi levado na primeira reunião que fizeram na CBF, quando esteve lá com o Felipão.
- Um dos problemas do jogo contra o Bragantino foi a falta de melhores câmeras. Em um campeonato como o Brasileiro, não pode ter isso.
- Acha que teses conspiratórias só prejudicam o futebol brasileiro. A pauta do Grêmio é pela união dos clubes. Sempre buscou a unificação das Ligas. O produto futebol brasileiro pode ser melhor vendido em conjunto.
- É favorável ao Fair Play financeiro. E isso não precisa ser feito de uma vez só. Se a cada ano implementarem uma ou duas regras, em cinco ou seis anos terão uma boa legislação.
- Uma regra que resolveria um grande problema é não poder ter dívidas entre clubes da série A. Só pode jogar se não tiver dívida entre os clubes. É muito difícil porque tu vende, o clube comprador não paga, se beneficia tecnicamente de um atleta e quem vendeu não recebeu a grana para repor.
- O Grêmio tem valores a receber e também a pagar para outros clubes. Deve valores para o Galo do Pavón ou do Jemerson (não lembrava) e pro Vitória pelo Wágner Leonardo.
- Para o Grêmio, o São Paulo deve parcelas do Ferreirinha e o Botafogo também atrasou na compra do Nathan Fernandes.
- Já aconteceu uma reunião na CBF onde escutaram exemplos do mundo todo sobre Fair Play financeiro. A tendência é que em novembro a CBF anuncie algumas regras a ser aplicadas.
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