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Grêmio

A comoção e as informações passadas sobre Marlon, as informações direto da Conmebol e a mudança de posição sobre a Libra

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  • Impossível não começar falando sobre o Marlon. Futebol é a coisa mais importante dentre as menos importantes. E o que aconteceu com ele na Arena mexe com todo mundo. Cena pesada, daquelas que dá um silêncio estranho no estádio e faz todo mundo pensar se vale a pena continuar o jogo. O Marlon teve uma infelicidade enorme, mas chama atenção a postura dele. Saiu aplaudindo, consciente, forte. Isso diz muito sobre o cara. Agora é desejar recuperação e que volte bem, porque é importante pro grupo e tem bola pra seguir fazendo uma baita carreira.
  • O dever também obriga a ser justo: não houve maldade de ninguém. Foi lance de jogo, disputa normal. O problema é a forma como ele cai, o pé prende, gira e recebe todo o peso do corpo. A imagem assusta mais do que o diagnóstico final, que acabou sendo de cerca de cinco meses. Ainda assim, é um desfalque pesado.
  • E isso leva direto a outro ponto: o Grêmio passa a ter um problema claro. Não dá pra fingir que não. Caio Paulista não passa confiança, não é de hoje. E quando entra, ainda perde um gol inacreditável, cara a cara. Aquilo ali pesa. A janela tá praticamente fechando, tem pouco tempo e ainda tem a limitação de buscar alguém que esteja no Brasil. Vai ter que ser muito assertivo se for ao mercado.
  • Sobre o jogo, o Grêmio controlava a partida. Era dono das ações, tinha mais organização, mais presença no campo ofensivo. O adversário praticamente não ameaçava. Só que aí entra um fator que o próprio técnico vem batendo: calendário. De novo jogo com pouco tempo de recuperação, e isso vai cobrando seu preço ao longo da partida.
  • Individualmente, algumas coisas chamaram atenção. O Leonel Pérez entra muito bem. Seguro, firme, mostrando que pode brigar por espaço como primeiro volante. Isso é notícia boa. Porque abre alternativa junto com o Noriega e dá mais opções pro Luís Castro montar o meio.
  • O Willian segue sendo aquele cara respeitado internamente, importante no grupo. Não é só campo, é vestiário também. Isso pesa em momento de temporada longa.
  • Na frente, o Carlos Vinícius ainda vive aquela fase incômoda. A bola não entra. Dá pra ver que ele sente isso. Mas também não dá pra ignorar que participa, briga, ajuda a construir jogadas. Não é um cara desligado. Só que centroavante vive de gol, e isso naturalmente vai ser cobrado.
  • Outro ponto que apareceu foi o Tetê, que perdeu espaço. Muito por questão física, sequência quebrada. E aí, quando volta, precisa retomar ritmo. Hoje, claramente está atrás na disputa.
  • E tem ainda a questão dos jovens, como o Thiaguinho. O discurso é claro: projeto de longo prazo. Não é o momento de jogar tudo nas costas deles agora. Pode até gerar cobrança da torcida, mas internamente a ideia parece bem definida.
  • Fora de campo, também teve movimentação importante. O Grêmio confirmou permanência na Libra e, pelo bastidor, se aproximou do Flamengo. Mudança total de postura em relação ao que era antes. É estratégia. É escolha de lado. E isso pode impactar diretamente no futuro financeiro do clube.
  • E pra fechar, a Sul-Americana. Grupo considerado acessível, sem viagens absurdas, logística tranquila. O discurso é direto: o Grêmio quer ganhar. E, sinceramente, o torcedor também quer. Não precisa convencer ninguém disso.
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